VOTAÇÃO

Sob protestos, Senado da Argentina aprova Orçamento para 2019

Por 45 votos a favor e 24 contra, a Casa aprovou o projeto encaminhado pelo governo do presidente Mauricio Macri

Lei foi aprovada por 45 votos a favor e 24 contra
Lei foi aprovada por 45 votos a favor e 24 contra - Wikicommons

Por 45 votos a favor e 24 contra, o Senado da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira (15/11) o Orçamento do país proposto para 2019. Durante a votação, milhares de pessoas se reuniram em frente ao Congresso para protestar contra a medida.

O texto já havia passado pela Câmara dos deputados em outubro. O novo orçamento inclui forte redução de gastos públicos na dependência de alcançar a meta de déficit fiscal definido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), impostas ao país após o empréstimo concedido ao país.

Segundo a nova lei aprovada, proposta pelo governo de Mauricio Macri, é necessário um corte de 30% nos investimentos em obras públicas e um ajuste rigoroso nas contas do governo para reduzir a zero o déficit fiscal primário da Argentina.

As metas fazem parte do acordo concluído com o Fundo Monetário Internacional, que assegura um auxílio financeiro para a Argentina de 57,1 bilhões de dólares até o primeiro trimestre de 2020.

Pela proposta do governo, a inflação projetada para 2019 deve ficar em torno de 23% e o dólar a $ 40,10 (pesos argentinos).

A Argentina passa por uma crise econômica com desvalorização da moeda e inflação projetada de mais de 40% para este ano, além da previsão de queda da atividade econômica de 2,6%.

Em agosto, o Banco Central do país (BCRA) elevou a taxa básica de juros de 45% para 60% na tentativa de conter a alta do dólar. Em um ano, o peso argentino sofreu uma desvalorização de quase 100% frente ao dólar.

Protestos

Movimentos sociais, partidos políticos, centrais sindicais se reuniram na noite de quarta-feira (14/11) em frente ao Congresso argentino para protestar contra a aprovação do nov Orçamento.

Os manifestantes argumentam que a nova lei irá reduzir drasticamente verbas em áreas de relevância como saúde e educação.

“Chamem esta lei pelo seu verdadeiro nome. Não é a lei de Orçamento, mas é a lei do déficit que vamos sofrer”, afirmou o deputado Leopoldo Moreau.

Edição: Opera Mundi