FÉ E ARTE

Diálogos entre Tambores: intercâmbio de culturas e tradições

No dia 24, grupo de Congado promove atividade com apresentações e roda de conversa em Contagem

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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As atividades começam às 18h, na sede da Irmandade Os Ciriacos (rua Balneário, n. 240, Ressaquinha, Contagem) / Giu Souza

A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário Os Ciriacos realiza uma atividade cultural para celebrar a cultura negra, durante o mês da Consciência Negra, no dia 24 de novembro, na sede da Irmandade, em Contagem. “Diálogos entre Tambores: intercâmbio de culturas e tradições” convida as mulheres para uma roda de conversa sobre resistência, cultura negra, suas práticas e vivências. O evento também vai contar com intervenções culturais do Bloco Transborda e do Bloco Oficina Tambolelê, além de comidas preparadas na cozinha de São Benedito, na sede da Irmandade.

Com mais de 64 anos de história, a Irmandade Os Ciriacos traz em sua trajetória de fé e luta uma resistência em prol da preservação do congado, patrimônio artístico cultural de Minas Gerais e importante tradição religiosa da cultura negra no Brasil.

Atualmente, a Irmandade conta com 120 membros, envolvendo várias gerações que vivem em comunidade no mesmo território. São idosos, jovens, crianças, homens e mulheres que durante o ano vivem e convivem em torno de algo comum, a tradição do Reinado (congado).

As atividades começam às 18h, na sede da Irmandade Os Ciriacos (rua Balneário, n. 240, Ressaquinha, Contagem).

Tambor de Crioula

Buscando fomentar a troca de saberes entre expressões tradicionais da cultura negra e popular, a atividade contará com a participação especial de Carla Coreira, figura representativa do Tambor de Crioula do Maranhão. Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2007, o Tambor de Crioula integra as manifestações tradicionais da cultura popular do Maranhão.

A brincadeira é uma forma de expressão de matriz afro-brasileira que envolve dança circular feminina, canto e percussão de tambores. Dela participam as coreiras, conduzidas pelo ritmo intenso dos tambores e pelo influxo dos cânticos ou toadas evocadas por tocadores e cantadores, culminando na punga ou umbigada – movimento entendido como saudação e convite.

 

Edição: Joana Tavares