Justiça

"Há uma grande injustiça contra quem liderou o combate à fome" diz Luiz Marinho

Presidente do PT de São Bernardo visitou Lula nesta quinta, acompanhado de Wagner Santana, do Sindicato dos Metalúrgicos

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Presidente Lula, preso político há 237 dias, recebeu cartões de natal dos militantes da Vigília Lula Livre / Joka Madruga

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, afirmou que é preciso que a sociedade expresse indignação com a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta quinta (29), ele esteve em Curitiba para visitar Lula, acompanhado do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana.  

Antes da visita, Marinho e Santana estiveram na Vigília Lula Livre, de onde levaram, como presente a Lula, cartões de Natal com mensagens dedicadas ao ex-presidente. 

Ex-ministro do Trabalho e Emprego e ex-ministro da Previdência Social durante o governo Lula, Marinho disse que o ex-presidente está sendo vítima de uma injustiça que “rasga a Constituição e contraria preceitos jurídicos”. 

“Nós temos que ter a capacidade de indignação com a injustiça. Quem não gosta do presidente Lula está em seu direito, mas é preciso analisar os fatos, e, no caso, há uma grande injustiça praticada contra um homem que liderou o combate à fome, à miséria, que gerou milhões de empregos e, portanto, merece ser respeitado”, afirmou. 

Segundo Marinho, o momento atual, após eleição de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República, deve servir para reavaliação de estratégias no campo da esquerda e construção de uma agenda de lutas que possa barrar retrocessos aos direitos da classe trabalhadora.

“Nós antevemos um governo que vai tornar mais grave a situação do governo golpista que está dirigindo o Brasil nesse momento, de perseguição à luta dos movimentos sociais, do povo trabalhador”, disse.   

O sindicalista afirmou também que a campanha pela liberdade de Lula continua entre as principais pautas de mobilização para 2019. Assim, expressou a necessidade de reforçar o apoio popular à Vigília Lula Livre, espaço permanente de mobilização em frente à Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, onde o ex-presidente é mantido preso.

Para Wagner Santana, existe uma perseguição judicial a Lula, que está sendo acusado injustamente e “tratado de forma diferenciada por tudo aquilo que ele fez”. De acordo com o metalúrgico, defender a liberdade de Lula, no momento, é defender também uma sociedade que retome os princípios de Justiça.

“Lutar por Lula Livre é lutar contra isso que está se colocando no país: esse tipo de sociedade intolerante e injusta, que nós não queremos. O que nós não queremos para ele, nós não queremos para todos os brasileiros e brasileiras”, declarou. 

Edição: Mauro Ramos