Escola Sem Partido

Editorial PR | Sem mordaça na democracia

Sob o pretexto de retirarem “ideologias” da sala, inviabilizam o pensamento crítico

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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As medidas antipopulares e antinacionais que Bolsonaro e seus aliados pretendem tomar precisam de uma cultura antidemocrática / Santiago

O direito à liberdade de pensamento e expressão é uma conquista da humanidade, compartilhada por muitas correntes teóricas e políticas. Quem se opõe a esse direito, limita a democracia. Não à toa, a própria Constituição fala em livre manifestação de pensamento e expressão em seu artigo 5º.



Mas, no Brasil, defensores do fim da liberdade do pensamento estão propondo, há alguns anos, o Projeto de Lei nº 7.180/14, chamado de “escola sem partido”, que representa, na verdade, a “lei da mordaça”. 



Sob o pretexto de retirarem “ideologias” da sala de aula, inviabilizam o pensamento crítico e decretam a ideologia de um pensamento único. Uma população sem informação, debate e sem acesso à educação torna-se mais submissa, mais fácil de ser manipulada. E é também por isso que políticos conservadores e poderosos têm interesse no projeto: eles sabem que é mais fácil impor suas vontades quando o povo tem menos acesso ao conhecimento crítico. 



As medidas antipopulares e antinacionais que Bolsonaro e seus aliados pretendem tomar precisam de uma cultura antidemocrática, desde a escola até a universidade, para evitar a tomada de consciência do povo brasileiro. É por isso que se apresenta como tarefa de todas as forças democráticas a rejeição ao projeto “escola sem partido” no Congresso. 


Edição: Paula Cozero e Ricardo Pazello