EDUCAÇÃO NO CAMPO

MST forma 44 engenheiros agrônomos comprometidos com a agroecologia

Colação de grau aconteceu no Assentamento Novo Sarandi, em Sarandi, na região norte do Rio Grande do Sul

Brasil de Fato | Porto Alegre (RS)

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Estudantes diplomados são de dez estados / Foto: Divulgação/MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Rio Grande do Sul formou em 15 de dezembro 44 estudantes do Curso de Agronomia com Ênfase em Agroecologia. A colação de grau aconteceu no Assentamento Novo Sarandi, em Sarandi, na região Norte.

O curso de bacharelado é oferecido pelo Instituto Educar, em Pontão, via Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), em parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Ele tem duração de cinco anos e ocorre em regime de alternância.

Segundo a educadora Salete Campigotto, os recém-formados possuem alta qualidade e contribuirão para uma agricultura sustentável em assentamentos. “As notas mais baixas dos trabalhos de conclusão de curso, avaliados por doutores, foram oito. Quinze receberam nota 10 e 15 já estão publicando artigos. Um trabalho nosso ficou entre os três melhores na Conferência Internacional sobre Agricultura e Alimentação em uma Sociedade Urbanizada, evento que envolveu mais de 30 países e 400 elaborações em Porto Alegre”, diz.

A  turma de engenheiros agrônomos reúne trabalhadores acampados, assentados e filhos de assentados de dez estados, além de militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). A segunda se formará em 2020, e a terceira ingressará em fevereiro de 2019.


Este conteúdo foi originalmente publicado na versão impressa (Edição 8) do Brasil de Fato RS. Confira a edição completa.

Edição: Marcelo Ferreira