Opinião

Editorial | Que em 2019 aumente nossa capacidade de lutar por justiça

Compromissos do novo ano devem ser inspirados naquilo de mais bonito que o povo fez na história: não se deixar desanimar

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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Com informação, formação e luta, vamos virar essa maré / Arte: Thereza Nardelli

Está acabando 2018, mais um ano intenso e marcante na história desta jovem nação chamada Brasil. É tempo de refletir o que vivemos, fazer nossos votos e compromissos e se preparar para o ano que já vem chegando.

2018 foi um ano “Do Contra”, digno de um filme de ficção, daqueles bem sarcásticos: enfrentamos as injustiças da Justiça; aqueles que deveriam nos representar cortaram ainda mais nossos direitos; Lula foi preso sem cometer crimes, enquanto corruptos assumidos foram eleitos; tivemos uma eleição sem democracia; foi eleito presidente quem fugia de debater projeto e só crescia com mentira; foram identificados como patriotas aqueles que planejam entregar o país aos EUA. Tão do contra foi, que a impressão é que começamos em 2018, e ao invés de entrarmos em 2019, vamos entrar em 1919.

E neste caminho eles conseguiram um feito: unificar quase todos que são contra o povo: os donos de bancos, a mídia corporativa, os interesses americanos, setores antipatriotas do exército, o judiciário elitizado e falsos sacerdotes conservadores. Isso por si, significa muita força, mas há muitas contradições, não apenas as manchetes diárias sobre as brigas e disputas entre eles, mas principalmente o fato de serem essencialmente contra o povo. Esta é a contradição central, que limita o tempo de ofensiva deles. Assim como a ditadura ou o período da escravidão, a noite que entra vai passar, mais cedo ou mais tarde o raiar do dia vai chegar e será feito pelo sol que crescerá no povo a resistir.

Compromissos para 2019

Para quem assumiu o desafio de construir uma nação livre e feliz, os votos e compromissos para 2019 devem ser inspirados naquilo de mais bonito que o povo fez na história: não se deixar desanimar e nem querer ser herói sozinho; achar as saídas por meio da união nas periferias, nos locais de trabalho, nas escolas e no campo; cuidar da saúde e defender a vida sempre; resistir com criatividade e sabedoria, escolhendo juntos que lutas priorizar; reconstruir com as mãos a democracia e as condições para retomar os nossos direitos. 

E neste momento natalino: inspirar-se na vida de Cristo, dedicada aos pobres, aos excluídos e à humanidade. Ele esteve sempre junto ao povo, enfrentando com eles seus problemas, mesmo que seja contra os bancos ou o império romano.

Edição: Elis Almeida