MÚSICA

Grupo Unamérica comemora 35 anos de estrada

Um grande encontro marcou a comemoração dos 35 anos no palco da Sociedade Ginástica de São Leopoldo (RS)

Brasil de Fato | Porto Alegre (RS)

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O Grupo Unamérica nasceu no início da década de 1980, formado originariamente por Dão Real e Zé Martins / Foto: Katia Marko

Músicos que fizeram parte da história do Unamérica tocaram as canções que marcaram a trajetória do grupo. Subiram ao palco com Dão Real e Zé Martins, Cezar Flor, Luciano Camargo, Delcio Beleza, Cláudio Nilson, Betinho, Toninho Cardoso, Rodrigo Ruivo, Carlos Walter Soares e Joca Przyczynski. Quem estava lá, reviveu momentos importantes destes 35 anos de música, arte e engajamento com a cultura popular latino-americana e as causas sociais em busca de um mundo melhor.

No show, foram relembradas músicas gravadas nos dois LPs e no CD dos 15 anos do grupo, como América Morena, Gaúchos Doidos, Rosa Amarela, Andante, Mulungu, Guarira Faceira, Menina Ciça, entre outras, além de composições consagradas da música popular brasileira e latino-americana como Guantanamera e Pra não dizer que não falei de flores, que finalizou a noite. Também foi um reencontro com instrumentos nativos, como o Charango, o Bombo Leguero, o Quatro Venezuelano, as Ocarinas e as Zampoñas, mesclando os ritmos folclóricos e tradicionais com poesias que mostram o homem e o meio em que ele vive, contando que somos iguais, só não falamos a mesma língua.

Cultura popular e regional

Nesta noite foi possível compreender porque o Unamérica marcou a história da música gaúcha. São mais de três décadas desenvolvendo um trabalho musical identificado com a cultura popular e regional, tendo como proposta a difusão da música latino-americana. Sempre em defesa da rica diversidade das culturas dos povos deste continente, considerados elementos de universalização e congregação.

O Grupo Unamérica nasceu no início da década de 1980, mais precisamente em 1983, no Vale dos Sinos/RS, formado originariamente por Dão Real, Zé Martins e Protásio Prates (já falecido). No início da década de 1980, a cena musical no Rio Grande do Sul era efervescente e propiciava ao novo. Havia muitos festivais nativistas pelas cidades do interior do estado, festivais universitários, festivais de canções populares e o rock gaúcho, com o surgimento de muitas bandas, transformando-se em uma referencia nacional.


Este conteúdo foi originalmente publicado na versão impressa (Edição 8) do Brasil de Fato RS. Confira a edição completa.

Edição: Marcelo Ferreira