Saúde

Picadas de escorpião são mais comuns no verão, alerta Ministério da Saúde

O período de calor exige maior cuidado da população brasileira em relação aos acidentes com o animal

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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O Ministério da Saúde não indica usar produtos químicos como pesticidas para o controle de escorpiões / Divulgação/Ministério da Saúde

Devido ao clima úmido e quente do verão, é necessário que brasileiros tomem um cuidado maior com picadas de escorpiões, já que o período entre dezembro e março é considerado ideal para o aparecimento do animal, que se abriga nos esgotos e entulhos.

De acordo com o Ministério da Saúde, limpar o ambiente com frequência e adotar alguns hábitos simples são ideais para prevenir o aparecimento do escorpião. A pasta afirma também que não é recomendado o uso de produtos químicos como pesticidas para o controle dos animais, porque além de não possuir eficácia comprovada, podem fazer com que eles deixem seus esconderijos, aumentando a chance de acidentes.

Em 2018, foram contabilizados 141,4 mil casos de acidentes com escorpiões no Brasil, 16,4 mil a mais que no ano de 2017, que contabilizou 125 mil registros. Os números ainda serão revisados de acordo com o órgão.

A população que fica mais exposta ao perigo, como trabalhadores da construção civil, crianças e demais pessoas que permanecem grande parte do tempo dentro de casa ou nos arredores e quintais, devem se atentar às orientações:

Usar telas em ralos de chão, pias e tanques;

Vedar frestas nas paredes e colocar soleiras nas portas;

Se possível, afaste camas e berços das paredes e repare em roupas e calçados antes de usar;

Nas áreas externas, mantenha jardins e quintais livres de entulhos, folhas secas e lixo doméstico;

Mantenha todo o lixo da residência em sacos plásticos bem fechados para evitar baratas, que servem de alimento e atraem os escorpiões;

Mantenha o gramado sempre aparado e não coloque a mão em buracos, embaixo de pedras ou em troncos apodrecidos;

Use luvas e botas de raspas de couro na hora de manusear entulhos, materiais de construção e em atividades de jardinagem.

 

Edição: Michele Carvalho