Futebol

O adeus do Pantera Negra

Campeão brasileiro pelo Coritiba, e ídolo no Corinthians, o ''Pantera Negra'' faleceu na quarta-feira

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

,
Jairo do Nascimento é atleta que mais vestiu a camisa do Coritiba, 410 vezes.  / Divulgação

A quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019, ficou marcada pela saudade de um grande ídolo dos gramados, especialmente para a torcida coxa-branca. Faleceu o ex-goleiro Jairo do Nascimento, atleta que mais vestiu a camisa do Coritiba, 410 vezes. 

Um dos ícones da vitoriosa geração dos anos 70 e 80 do Coritiba, o goleiro Jairo, campeão brasileiro de 1985, foi vítima de um tipo raro de câncer. Em seus últimos meses de vida recebeu a solidariedade de diversos torcedores e admiradores com a campanha #DefendaOJairo, que visava arrecadar fundos para o tratamento. Posteriormente o Corinthians ofereceu ajuda financeira para a compra de remédios e auxílio para a recuperação do ex-arqueiro. Jairo além de ser campeão brasileiro no Coritiba, fez história também no Corinthians, Náutico, Caxias-SC, Fluminense e na Seleção Brasileira. 

Uma lenda coxa-branca 

Jairo chegou ao Coritiba na temporada de 1972, mas não com o status de ídolo. Com uma contestada estreia em amistoso, voltando a atuar apenas três meses depois. A primeira sequência como titular veio com o primeiro título do Campeonato Paranaense. Em 18 jogos, sofreu apenas seis gols. Neste ano alcançou a marca de 933 minutos sem ser batido, recorde entre os goleiros do clube. Nos anos seguintes, seguiu em alto nível, participando das conquistas dos paranaenses de 1973 a 1976 e também do Torneio do Povo, em 1973. 

As grandes atuações levaram o ''Pantera Negra'' para a Seleção Brasileira. Logo após as primeiras convocações, em 1977, mudou-se para o Corinthians, onde conquistou títulos e alcançou a maior sequência de um goleiro sem sofrer gols no Campeonato Brasileiro, mais de mil minutos. 

Jairo voltou ao Coxa em 1983 e foi titular até o fim de 1984. Na reserva de Rafael Camarotta, acabou sendo fundamental na semifinal do Brasileiro de 1985. Atuando na vaga de Rafael, que estava suspenso, teve atuação de gala na vitória de 1 a 0 sobre o Atlético-MG. 

Permaneceu no Coxa até maio de 1987. Tornou o único jogador a estar em campo em duas conquistas de competições nacionais pelo Coxa, o torneio do Povo de 1973 e o Campeonato Brasileiro de 1985. Suas grandes atuações renderam o apelido de “A Muralha de Ébano.” 

Edição: Laís Melo