Desastres

Editorial | As tragédias no meio das políticas trágicas

“Nada deve parecer natural”, Bertolt Brecht

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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O desabamento da barragem de Brumadinho deixou 160 vítimas até o momento e 165 desaparecidos / Gilmar

2019 tem sido marcado por trapalhadas diárias do governo Bolsonaro e também por tragédias que não podem ser chamadas de acidentes ou desastres naturais, isso porque tiveram responsáveis por elas – empresas e governos.  

O desabamento da barragem de Brumadinho, que deixou 160 vítimas até o momento e 165 desaparecidos, mostra a falta de medidas do governo de maior controle sobre os rumos da mineradora Vale. Mas a equipe econômica anunciou que o governo quer “reprivatizar” a empresa, como se empresa já não fosse privada e preocupada apenas com os lucros.  

Ao lado disso, a morte de dez jogadores da base do Flamengo é o símbolo da falta de políticas públicas para os jovens. Neste contexto, a morte do jornalista Ricardo Boechat aumenta a sensação de que o país pouco a pouco definha, à medida em que perde sua capacidade econômica, sua democracia, seus direitos sociais, suas melhores vozes. O momento de crise é sensível para as pessoas, marca as conversas nas ruas e traz uma sensação de angústia para a maioria do povo brasileiro. 

Infelizmente, as medidas do governo Bolsonaro acentuam ainda mais a crise. Cabe à sociedade brasileira se mobilizar por outro projeto de país, em que predomine a democracia, os espaços públicos e os direitos do povo trabalhador. É urgente. 

Edição: Pedro Carrano