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Maduro barra entrada na Venezuela de deputados da UE convidados por Guaidó

Segundo Arreaza, o governo "não permitirá que a extrema direita europeia perturbe a paz e a estabilidade do país"

Delegação européia pretendia se reunir com Juan Guaidó para avançar os planos contra o Governo Constitucional da Venezuela / Foto: Wikimedia Commons

O governo da Venezuela proibiu nesse domingo (17) uma delegação de deputados da União Europeia de entrar no país. O grupo havia sido convidado pela Assembleia Nacional, presidida pelo deputado da oposição e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, e foi bloqueado no aeroporto internacional de Caracas.

A delegação, proveniente de Madri, era formada pelos eurodeputados Esteban González Pons, Gabriel Mato, Esther de Lange, José Ingacio Salafranca Sánchez-Neyra e Juan Salafranca, todos eles membros do conservador Partido Popular Europeu (PPE).

"Depois de alguns procedimentos, nos comunicaram que o Ministério das Relações Exteriores havia proibido nossa entrada no país, sem explicar os motivos", disse Salafranca. Em seguida, o grupo embarcou novamente para Madri.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, afirmou nas redes sociais que o governo já havia alertado há vários dias que eurodeputados que viajassem ao país "com fins conspiratórios" não seriam admitidos, pedindo que desistissem da viagem e evitassem novas provocações. Segundo Arreaza, o governo  venezuelano "não permitirá que a extrema direita europeia perturbe a paz e a estabilidade do país com outra de suas ações grosseiras e de ingerência", declarou pelo Twitter.

O presidente do Parlamento Europeu, o italiano Antonio Tajani, afirmou que a medida tomada por Caracas "comprova mais uma vez" que o presidente Nicolás Maduro é um "ditador". "Espero que o Conselho da União Europeia adote medidas em resposta a mais esse ultraje", disse ele, que é membro do PPE.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Enzo Moavero, ressaltou que o veto aos eurodeputados "não ajuda na busca de uma solução". "A abertura ao diálogo é uma condição imprescindível para superar a gravíssima crise política e institucional na Venezuela", afirmou.

*Com informações da Ansa e da Telesur.

Edição: Opera Mundi