Luta

Editorial | 8 de março: Mulheres resistem à violência

Sobre o caso, Bolsonaro afirmou que "para a democracia não significa nada. Mais uma morte no Rio de Janeiro

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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O assassinato de Marielle Franco completa um ano sem respostas. / Giorgia Prates

As mobilizações do dia internacional de luta das mulheres se dão em um momento de retrocessos de direitos no país e aumento de violência sobre a vida das mulheres. O governo Bolsonaro significa  liberação da posse de armas, destruição de políticas no campo dos direitos humanos, retirada de direitos trabalhistas e previdenciários. A destruição das políticas públicas de saúde e educação é uma violência contra todo o povo, mas atinge as mulheres de forma mais cruel. É sobre elas que recai o trabalho de cuidado com doentes e com educação quando o Estado não cumpre seu papel.



Bolsonaro propaga o ódio contra as mulheres: disse que devem ganhar menos porque engravidam e que não estupraria a deputada Maria do Rosário “por que ela não merece”. O assassinato de Marielle Franco completa um ano sem respostas. Sobre o caso, Bolsonaro afirmou que "para a democracia não significa nada. Mais uma morte no Rio de Janeiro”. Hoje, há fortes sinais da ligação da família Bolsonaro com as milícias que têm sido relacionadas ao assassinato da vereadora. Em resistência a esse cenário e denunciando Bolsonaro como inimigo das mulheres, os atos do dia 8 de março acontecerão em diversas cidades do país. Contra a violência e a reforma na previdência, as mulheres reafirmam: Marielle vive. 

Edição: Paula Cozero