DIREITOS

Editorial | Mulheres em defesa da aposentadoria: previdência não é mercadoria

Segundo o IBGE, as mulheres trabalham 55,1 horas por semana, enquanto homens trabalham 50,5 horas

Brasil de Fato | Recife (PE)

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As mulheres que são as que mais estão em situações de precarização do trabalho com empregos informais, com extensas jornadas e sem direitos / Marcha Mundial das Mulheres

A vida das mulheres é atacada permanentemente pelo machismo, racismo, pelos patrões e pelo capital. Essa violência piora as condições de vida das mulheres que são as que mais estão em situações de precarização do trabalho já que a maioria dos empregos ofertados são informais, com extensas jornadas e sem direitos trabalhistas.

Desde 2016 estamos mobilizadas junto aos movimentos sociais, sindicais e populares para barrar a reforma da previdência, essa foi uma das principais agendas do governo golpista de Michel Temer, com muita luta e organização barramos a Reforma. A nova proposta é ainda mais nefasta para classe trabalhadora, ela irá generalizar a pobreza entre os idosos e favorecer exclusivamente os bancos. A nova reforma da previdência aumentará a idade para se aposentar, vai desvincular o benefício da seguridade social do salário mínimo, e implementar um sistema de capitalização privado.    

Vamos trabalhar em péssimas condições e não vamos nos aposentar. Uma das justificativas destacadas no texto da Reforma é que homens e mulheres já tem as mesmas condições de trabalho, salários iguais, e a mesma jornada de trabalho. Isso não é verdade. Segundo o IBGE, as mulheres trabalham 55,1 horas por semana, enquanto homens trabalham 50,5 horas. 

Todas as ruas para defender nossos direitos!

Edição: Monyse Ravenna