MULHERES

Em todo o estado, o 8 de março tem mobilizações contra a reforma da previdência

Atividades de rua, debates e mutirões marcam o Dia Internacional de Luta das Mulheres

Brasil de Fato | Petrolina (PE)

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Mobilizações têm como mote principal a posição das mulheres contra a reforma, a violência e também solidariedade a Marielle Franco / Reprodução

Todos os anos o 8 de março abre o calendário de lutas dos movimentos populares. Este ano, como em 2017, uma das principais pautas colocadas em discussão é a reforma da previdência proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Como já alertavam desde o governo de Michel Temer (MDB), os movimentos ressaltam o caráter machista da reforma, que aumentará em dez anos o tempo de trabalho formal das mulheres, além de desconsiderar a dupla jornada de trabalho formal e doméstico, o que justifica o atual método, onde as mulheres têm a idade mínima menor em relação aos homens.

Recife

Na capital pernambucana, o ato de rua vinha sendo organizado há semanas por um conjunto de movimentos de mulheres do campo e da cidade. Com o tema “Marielles: livres do machismo, do racismo e pela previdência pública” as mulheres se concentram na Praça do Derby a partir das 14h. Caravanas de mulheres da Região Metropolitana do Recife e de outras cidades do interior também participarão do ato. Às 16h, será iniciada a caminhada rumo à avenida Conda da Boa Vista.

Petrolina

No Vale do São Francisco, a Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e os movimentos da Frente Brasil Popular estão organizando às 18h um debate sobre os impactos da reforma da previdência no Residencial Vivendas I, um dos conjuntos habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida, em Petrolina. A proposta é saber melhor o cotidiano das mulheres do local, tendo em vista que grande parte ocupa postos de emprego informais ou está desempregada. Para Iale Lima, da MMM, o debate entre as mulheres é fundamental “É importante fazer esse debate entre as mulheres da periferia porque elas são invisibilizadas.Esse momento é importante para elas saberem o que vem ocorrendo no cenário político, porque isso é um ataque”, ressalta.

Chapada do Araripe

Nas cidades de Ouricuri, Santa Filomena, Bodocó, Santa Cruz, Exu e Trindade o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) e a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Agricultura de Pernambuco (FETAPE) estão organizando debates durante todo o dia com as trabalhadoras rurais também sobre o significado da reforma da previdência na vida das mulheres camponesas. “As mulheres do campo vão ser as mais prejudicadas. É o que a gente vê nos noticiários, na TV. Por isso que vamos trabalhar com esse tema, para alertar as mulheres do campo e para que a reforma não passe” afirma a diretora de organização e formação do STR de Ouricuri, Valdilene Cabral. Com a expectativa de participação de 150 mulheres em cada município, o evento faz parte do lançamento da sexta edição da Marcha das Margaridas, mobilização nacional de mulheres camponesas que acontece a cada dois anos em Brasília.

Garanhuns

Na cidade, a ação vai acontecer no sábado (09), com concentração a partir das 9h no Largo do Colunata, onde as mulheres ficarão reunidas durante toda a manhã com atividades políticas e culturais. O ato é organizado pela Frente Brasil Popular e traz como lema: "Mulheres na luta por democracia e direitos: em defesa da Previdência Social". 



Caruaru

Em Caruaru, as mulheres realizarão ações na próxima quinta-feira (14). Sob o lema "Em bloco resistimos: não à Reforma da Previdência e a todas as suas formas de violência”, o ato tem concentração prevista para as 8h, na frente do INSS, e seguirá pela cidade até o Marco Zero. 

Edição: Marcos Barbosa