UM ANO

Recife tem atos em memória de Marielle e Anderson

Nesta quinta manifestações ocorrem na Câmara de Vereadores, Alepe, Praça do Diário e Unicap

Brasil de Fato | Recife (PE)

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Nesta quinta completa-se um ano do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes / Mídia Ninja

Nesta quinta-feira (14) o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) realiza atividades abertas no Recife para lembrar um ano do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, filiada ao partido, e do motorista Anderson Gomes. Serão quatro atos públicos, todos na região central da capital pernambucana.

As homenagens têm início às 6h da manhã, com o "Amanhecer por Marielle", quando haverá um café da manhã na Câmara dos Vereadores do Recife, onde será colocada uma faixa em homenagem a vereadora do Rio. Às 10h da manhã a outra casa parlamentar sedia um ato: na Assembleia Legislativa (Alepe), o grande expediente da casa será aberto com homenagem à memória de Marielle e Anderson, proposto pela Comissão de Direitos das Mulheres a pedido das Juntas (PSOL). Em pauta a luta contra a violência contra as mulheres e feminicídio.

Além disso, das 16h às 18h30 haverá uma banca na Praça do Diário onde serão distribuídos materiais lembrando Marielle. Serão panfletos, placas, adesivos e lambe-lambe. A banca estará em frente a Ocupação Marielle Franco, realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) no edifício Sulamérica poucos dias após o assassinato da vereadora.

Também a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) sediará homenagens à veredora. Os jardins da Católica terão atos políticos com falas de estudantes e educadoras das 9h às 11h da manhã e das 17h às 18h30.

Leia: Ocupação Marielle Franco nasce no centro do Recife

O caso

As primeiras prisões relativas ao crime político aconteceram apenas nesta terça-feira (12), quase um ano após o assassinato. Foram presos o ex-policial militar Élcio de Queiroz e o PM reformado Ronnie Lessa. Este último reside no mesmo condomínio em que vivia, até dezembro, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), na Barra da Tijuca. Segundo o delegado Ginilton Lages, da Delegacia de Homicídios, a filha de Ronnie Lessa já teria namorado Jair Renan Bolsonaro, filho do presidente da República.

Os dois detidos e outros suspeitos têm envolvimento com milícias, grupos formados majoritariamente por ex-policiais que dominam economica e militarmente territórios do Rio de Janeiro. A investigação confirma que o duplo homicídio foi motivado pela atuação política da vereadora. Mas o inquérito para descobrir quem encomendou o assassinato ainda segue aberto. Nesta quarta-feira (13) o delegado Ginilton Lages, que conduziu a investigação, foi afastado do inquérito para descobrir o mandante do crime.

Edição: Monyse Ravena