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Marielle Franco é homenageada em atos pelo mundo

Um ano após assassinato, brasileiros e estrangeiros lembram legado da militante de direitos humanos

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Na estação Rio de Janeiro do metrô de Buenos Aires, nome de Marielle Franco foi acrescentado em homenagem à vereadora / Foto: Emergentes

A vereadora e militante de direitos humanos Marielle Franco é lembrada em atos ao redor do mundo, nesta quarta-feira (14), um ano após seu assassinato. Em diversos países, brasileiros residentes no exterior e estrangeiros prestaram homenagens à vereadora e a seu motorista, Anderson Gomes, que foram executados após a saída de uma atividade de encontro entre mulheres negras no Rio de Janeiro (RJ).

Em Buenos Aires, na Argentina, três ações marcam o dia, organizadas pelo Coletivo Passarinho, de brasileiros residentes no país. A primeira, foi a colagem de adesivos com placas que mudam o nome de ruas da cidade pelo de Marielle. Outra foi o acréscimo simbólico do nome da vereadora à estação de metrô Rio de Janeiro. Um protesto no Obelisco da capital argentina acontece no fim da tarde.

Após a prisão de dois suspeitos de terem assassinado Marielle e Anderson, mas ainda sem resultados quanto aos mandantes do crime, em nota, o coletivo cobra por justiça. "A luta por verdade e justiça para Marielle se transforma em uma tarefa ainda mais importante. Por seus familiares, por todo o povo o povo brasileiro e por todos os e as líderes sociais e defensores de direitos humanos que são perseguidos e mortos sistematicamente na América Latina".

Em frente ao Congresso Nacional da Argentina, manifestantes colocam placa em homenagem a Marielle Franco | Foto: Coletivo Passarinho

Outras atividades de protesto por justiça no assassinato de Marielle e Anderson ocorreram sob a forma de pichações. Na fachada do edifício da missão brasileira na União Europeia, em Bruxelas, na Bélgica, foram escritas mensagens responsabilizando o Estado brasileiro pela morte da vereadora.

Em Milão, na Itália, a militante de direitos humanos foi lembrada nos muros, com perguntas em português e italiano sobre "Quem mandou matar Marielle?", e seu nome foi o destaque no 1° Festival Antifascista de Mulheres.

Em Bruxelas, também ocorreram protestos | Foto: Divulgação

O Comitê em Defesa da Democracia no Brasil convocou um debate e homenagem à ativista na Universidade de Nova York, com a presença das brasileiras Marcia Tiburi, filósofa, e Adjoa Jones, diretora de educação do museu do Brooklyn.

Outras cidades também receberam ações em lembrança de Marielle e Anderson, como Waisenhausplatz, Zurich, Bern e Genebra (Suíça), Coimbra, Lisboa e Porto (Portugal), Montreal (Canadá), Madrid e Barcelona (Espanha), uma vigília em Londres (Inglaterra), Sydney e Melbourne (Austrália), Berlim (Alemanha), Bogotá (Colômbia), Aarhus (Dinamarca), Paris (França), Bologna (Itália), Estocolmo (Suécia), Montevidéu (Uruguai), Londres (Inglaterra) Washington DC, New Jersey, BostonCambridgeOaklandLos Angeles e Santa Cruz (Estados Unidos). As atividades nesses países ocorrem entre os dias 9 e 24 de março.

Edição: Vivian Fernandes