MINERAÇÃO

Trabalhadores da coleta de lixo de Brumadinho inalam poeira da lama da Vale

Estrada foi atingida pelo rejeito do minério de ferro no dia 25 de janeiro

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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Registro da estrada após o rompimento da barragem de Córrego do Feijão, de propriedade da Vale / Reprodução / Defesa Civil de Minas Gerais

Um vídeo divulgado por trabalhadores da coleta de lixo em Brumadinho (MG) mostra a precariedade da Rodovia Alberto Flores, na altura do local conhecido como Pires. “Quando a gente passa ali naquele lugar, sobe uma poeira danada, que é tóxica, e a gente inala essa poeira. Estamos preocupados com essa situação, pois não sabemos se pode nos causar algum mal”, reclama o motorista Thiago Antunes, autor do vídeo.

A Rodovia Alberto Flores liga a sede de Brumadinho ao distrito de Córrego do Feijão e outras localidades do município. Após o rompimento da barragem da Vale, no dia 25 de janeiro, a estrada foi atingida pelo rejeito, sendo depois interditada. No trecho onde a lama passou, a mineradora constrói uma ponte que ainda não foi concluída.

O vídeo divulgado pelos trabalhadores mostra uma área asfaltada, coberta por poeira que, segundo o motorista, procede do rejeito que cobriu a rodovia. “Eles estão retirando a lama da área da ponte. No começo, a lama estava muito mole e foram ficando os detritos ao longo do asfalto. Depois, secou e ficou essa poeira”, conta o motorista.

Segundo Thiago, a Prefeitura disponibiliza veículo que leva os trabalhadores até certa altura. Porém, a partir de determinado ponto, seria necessário completar o trajeto a pé. “A princípio, acho que a Vale deveria disponibilizar um transporte para nos levar até o lugar. Nem nós nem a empresa [de coleta de lixo] temos culpa do crime que eles cometeram”, defende o trabalhador. 

Confira o vídeo: 





 

Edição: Joana Tavares