Mundo pop

Rendeu muito bafafá

A coluna chega ao fim e passo aqui para agradecer o carinho de vocês, leitores

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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Falamos aqui de alguns “closes errados”, malfeitos e atitudes nada legais, mas também comentamos os bons exemplos / Foto: Reprodução

Olá, leitor e leitora desta coluna!

Nos últimos meses, sempre nos encontramos aqui, no canto desta página, para comentar as polêmicas e confusões, as novidades e conquistas, coisas sérias e outras mais leves do mundo da TV e das celebridades. Mas esses nossos encontros chegaram ao fim. 

Sabemos bem que uma das grandes paixões do povo brasileiro são as novelas. Minha também! E aqui, nesta coluna, sempre buscamos falar delas; mas, mais do que falar das novidades dos próximos capítulos, convidávamos os leitores a olhar um pouco mais: o quanto os folhetins, por mais críticas que possamos ter a eles, sabiam trazer temas e assuntos que ajudavam nosso povão a entender mais das coisas. 

E uma das temáticas mais abordadas nos últimos tempos nas novelas foi o da diversidade: mulheres empoderadas, LGBTs “botando a cara no sol”, negros cheios de orgulho e beleza. Sempre valeu a pena destacar isso, uma vez que parece avançar ainda mais uma onda de caretice, de um conservadorismo esquisito, mal-humorado ou mal-amado que, muitas vezes incomodados com essa diversidade, atacavam as novelas, criticando certas “obscenidades e ataques à família”. 

Outro assunto que sempre trazíamos eram os “bafafás” das celebridades. E como o povo gosta de uma boa fofoca! A coisa rende e aqui também rendeu. Alguns “closes errados”, malfeitos e atitudes nada legais nós comentamos; mas também, os bons exemplos, as superações, as conquistas e, claro, o posicionamento político de muitos deles era o que mais nos motivava aqui a fofocar sobre eles e elas. 

A coluna “Bafafá”, escrita por mim, chega ao fim e passo aqui para agradecer o carinho de vocês leitores. Foi um prazer brincar com as palavras, com os acontecimentos, com as histórias e com os pontos de vista. Mais prazeroso ainda era acompanhar a repercussão de alguns textos e as polarizações que despertavam. Em tempos de golpismos, protagonizados pela TV Globo e cia, foi uma tarefa complexa falar dela, das outras e de seus produtos artísticos.

Um grande abraço para todos vocês e sigamos aí na vida, na resistência! 

Gratidão à equipe do Brasil de Fato MG pela confiança e pela oportunidade!

*Felipe Marcelino é professor de filosofia.

Edição: Joana Tavares