Luta

Campanha Lula Livre ganha todo o vapor entre abril e maio

Ações envolvem de comitês locais a jornada mundial para denunciar prisão do ex-presidente

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Participaram do encontro em São Paulo (16), 1300 pessoas, de pelo menos vinte estados do país / Pedro Carrano

A Campanha Lula Livre inicia a pleno vapor. Depois do Encontro Nacional, organizado em São Paulo, no dia 16 de março, várias iniciativas acontecem, às vésperas de o ex-presidente Lula completar um ano na condição de preso político, no dia 7 de abril. Mais que isso, no dia 10 de abril, será julgada, no Supremo Tribunal Federal (STF) a validade da prisão em segunda instância, ou seja, antes de um processo ser encerrado – o que é o caso de Lula. Confira as questões principais organizativas e políticas da campanha Lula Livre:  

Encontro de 1300 pessoas 

Participaram do encontro em São Paulo (16), 1300 pessoas, de pelo menos vinte estados do país: movimentos populares pela terra e por teto, sindicatos, partidos políticos, lideranças indígenas, LGBTs, movimento negro, jornalistas, militantes de base e integrantes dos comitês Lula Livre de todo o país.

Lula Livre, Marielle Vive

“A pauta Lula Livre, bem como Marielle Vive, tornou-se um resumo de muitas vontades políticas: democracia, igualdade e resistência. Ela estará presente na luta contra o desmonte da Previdência e nos próximos passos da luta da classe trabalhadora”, disse no encontro Carla Vitória, da secretaria nacional da Campanha Lula Livre.

Jornada Mundial Lula Livre – 7 a 10 de abril

A Vigília Lula Livre, que mantém a chama da resistência acesa em frente à carceragem da Polícia Federal há quase um ano. De 7 a 10 de abril, na Vigília, em São Paulo, nas capitais e cidades do país, acontecem atos debates com juristas e nas universidades exigindo a liberdade de Lula.

Comitês estaduais – Como participar? 



Foto: Ricardo Stuckert

Uma das principais tarefas da campanha é promover a organização de Comitês Estaduais no próximo período. A ideia dos Comitês locais é a de que eles possam ser construídos por qualquer pessoa engajada em defesa da democracia: em sua associação de moradores, no bairro, local de trabalho, escola, sindicato, comunidade, universidade ou coletivo. O objetivo do comitê é elaborar, planejar, organizar e realizar atividades que peçam a libertação do ex-presidente, assim como se somar a iniciativas locais em defesa dos direitos do povo brasileiro.

O Brasil no mundo com Lula

Foto: Ricardo Stuckert



O ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, questiona a prisão de Lula no momento quando o atual governo destrói os laços de integração regional com países vizinhos. “O capital financeiro precisava que o Brasil deixasse o caminho de justiça social e democracia, que abandonasse seu papel de integração na América Latina”, critica.

Comunidade jurídica critica prisão

Carol Proner, da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), é uma entre várias advogadas questionando uma prisão arbitrária: “A sentença contra o ex-presidente Lula, do caso triplex, que foi proferida em julho de 2017, foi denunciada dias depois por uma quantidade imensa de juristas do Brasil inteiro, das maiores universidades do país, da USP, da PUC, da UFRJ, enfim, os melhores centros acadêmicos e jurídicos do país denunciaram isso. Então, há farta fundamentação para mostrar que a sentença não fica de pé. Depois a pressa com que foi julgada no TRF-4 (…) Lula tem que ser liberado, não tem mais como suportar essa situação de injustiça. Há uma injustiça contra alguns na Lava Jato, não apenas Lula, e uma falta de vontade persecutória contra quem se tem farta prova nos processos de corrupção”, afirma.



 

Edição: Laís Melo