Recuperação

Papo Espotivo: base e não reformulação é caminho para recuperação do São Paulo

Tricolor ressurge com jovens jogadores. Desafio é recuperar os veteranos que estão no elenco.

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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O volante Lizieiro durante o clássico com o Palmeiras / Divulgação SPFC

Independente de conseguir chegar as finais do Campeonato Paulista, deste ano, o São Paulo já tem um caminho a seguir e, mais importante, já está muito claro qual caminho não seguir.

O ano turbulento do Tricolor paulista começou com uma eliminação precoce e inédita na Libertadores.

Como ocorrido em anos anteriores, mês de março e o clube já trocou de técnico e fala em reformular o elenco.

André Jardini saiu, Vagner Mancini assumiu interinamente e Cuca, o terceiro técnico no ano assume somente em abril, ou seja, somente no meio do ano o São Paulo terá um trabalho em andamento.

O lado positivo da bagunça institucional vivida pelo tricolor é a ascensão dos jovens da base.

Mais pelo esforço dos garotos e pelas carências do time do que por um planejamento da direção.

Luan e Lizieiro deram agilidade ao meio campo do São Paulo, com infiltrações e chegadas importantes ao ataque, além do papel tradicional dos volantes de proteger a defesa.

Antony e Igor Gomes deram velocidade e habilidade ao ataque tricolor que estava lento e sem jogadas individuais.

Cuca deve começar o trabalho já nesta semana, no mais tardar na próxima.

A ascensão dos garotos mostra ao técnico e, mais importante, ao clube como um todo, que não adianta reformular o elenco a cada tropeço, tampouco mandar o técnico embora. Na média, o São Paulo tem 3 treinadores por ano.

O time precisa de continuidade do trabalho da comissão técnica.

E essa comissão precisa recuperar os jogadores que já estão no elenco e mostraram bons resultados em outros momentos ou em outros clubes, casos de Hudson, Reinaldo, além de Jucilei, que está fora de forma.

Usar os meninos da base, sem queimá-los por conta da pressão que o clube vive pela ausência de títulos.

Além de outros jovens como Brenner e Helinho, destaques nas categorias de base, e que ainda não conseguiram produzir os mesmos resultados no time profissional.

Tem ainda Hernanes, sem condição física por conta do longo período na China em que jogou pouco nos últimos meses e a preparação física chinesa também não é tão forte e competitiva como no Brasil.

O atacante Pato chegou e pode passar pelo mesmo problema, já que vem do futebol chinês.

Os investimentos do clube foram altos nos últimos anos, o desafio é aproveitar o que já existe, ao invés de novamente sair contratando.

Edição: Pedro Ribeiro Nogueira