UFCG

Comunidade universitária dá seu recado: "Bolsonaro aqui não pisa!"

Pelo Twitter, Bolsonaro anunciou que viria para a inauguração do projeto de dessalinização de água, em Campina Grande

Brasil de Fato | João Pessoa (PB)

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Universidade protesta contra vinda do presidente de ultradireita / Foto: Júnior Lima

Com os rumores sobre a vinda do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a Campina Grande (PB), estudantes universitários, juntamente com movimentos populares e sindicatos, construíram uma semana de atividades político-culturais de denúncia às políticas do atual governo, culminando com um ato unificado contra Bolsonaro na última quinta-feira (11).

Como anunciado em sua conta no Twitter, Bolsonaro estaria vindo para a inauguração do projeto de dessalinização de água promovido pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que seria inaugurado no dia 11 de abril. O Laboratório de Referência em Dessalinização de Águas Salobras e Salinas (LABDES), que conduziu o projeto, foi inaugurado há 16 anos com Marina Silva, então ministra do Meio Ambiente do governo Lula.

Na agenda do atual presidente, também estaria pendente um convite feito pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB) para a entrega de 4.100 casas no Complexo Habitacional Aluízio Campos, que está em construção desde 2014. Contudo, Bolsonaro também não compareceu à atividade.

Em suas críticas, os estudantes e movimentos sociais afirmam que o governo Bolsonaro não só ignora a importância do investimento em educação, pesquisa e ciência, como também provoca conscientemente seu desmonte ao bloquear R$ 5,83 bilhões para a educação pública no país.Mural pintado em um dos muros da Universidade Federal de Campina Grande | Foto: Júnior Lima

Entre as atividades político-culturais de protesto, o Movimento de Mulheres Olga Benário realizou um grafite com as imagens de Marielle Franco e Olga Benário, realizado no curso de três dias. Além disso, a universidade também amanheceu com diversos painéis de intervenção urbana para denunciar a vinda de Bolsonaro e o que classificam como "medidas antipovo".

Por fim, no dia que Bolsonaro havia anunciado que estaria na UFCG, houve um ato unificado promovido por diversos segmentos que compõem a comunidade universitária. A ação ocorreu na frente da biblioteca da universidade contra o corte de verbas para a educação e em defesa da democracia, liberdade e pluralismo de ideias no espaço acadêmico.

Edição: Cida Alves