Mostrar Menu
Brasil de Fato
ENGLISH
Ouça a Rádio BdF
  • Apoie
  • Nacional
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
  • |
  • Cultura
  • Opinião
  • Esportes
  • Cidades
  • Política
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Mostrar Menu
Brasil de Fato
  • Apoie
  • TV BDF
  • RÁDIO BRASIL DE FATO
    • Radioagência
    • Podcasts
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
Mostrar Menu
Ouça a Rádio BdF
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Brasil de Fato
Início Opinião

AMÉRICA LATINA

Diante do ciclo conservador na América Latina, a luta dos povos se aproxima

Depois da implementação do modelo neoliberal nos anos 80 em praticamente todo o subcontinente, veio a resistência

09.maio.2019 às 18h49
Atualizado em 01.fev.2020 às 18h49
Curitiba
Pedro Carrano
Em 2019, importantes espaços de formação têm sido organizados na Vigília Lula Livre, a partir dos temas da América Latina

Em 2019, importantes espaços de formação têm sido organizados na Vigília Lula Livre, a partir dos temas da América Latina - Pedro Carrano

Em 2019, importantes espaços de formação têm sido organizados na Vigília Lula Livre, a partir dos temas da América Latina e também da geopolítica. Localizada na frente da superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente Lula encontra-se em prisão política há quase 400 dias, é fato que a vigília tornou-se um dos principais espaços organizativos, formativos e políticos do país.

O interesse dos integrantes da vigília mostra que, nesse momento no qual os EUA buscam ter de volta seu domínio sobre o nosso “subcontinente” da América Latina, o destino de nossos povos se reaproxima, colocando a necessidade do conhecimento da situação de um continente que, há mais de um século, sofre o impacto das medidas políticas, econômicas e militares por parte do governo estadunidense.

É fato que para atingir seus objetivos, os EUA lançam mão de intervenções militares, de forma direta e indireta, com diferentes ações para desestabilizar governos. Com isso, o tema do imperialismo estadunidense volta ao debate, afinal a agressividade do governo dos EUA é visível ao longo do século vinte e não deixa dúvidas de que estamos nesse mesmo processo. O exemplo da pressão externa com o bloqueio econômico contra a Venezuela e também interna, ao legitimar a figura de Juan Guaidó, é o maior exemplo da postura desse governo.

Poder do Estado

O aspecto principal na série de debates realizada na Vigília Lula Livre tem sido resgatar a perspectiva de quais movimentos revolucionários recolocaram em nosso continente o tema do poder do Estado em questão, quebrando, ao mesmo tempo, dois mitos: o que de nossos povos seriam passivos frente à perda de direitos; além de uma cultura midiática e educacional que distancia os brasileiros do restante da América Latina. Vivemos períodos semelhantes, no avanço ou na resistência contra a perda de direitos. 

A experiência cubana de 1959, quando o Movimento 26 de Julho ascendeu ao poder – com Fidel Castro decretando o caráter socialista da revolução dois anos depois, em 1961 –, abriu espaço para a percepção de que, mesmo em uma realidade atrasada e dependente, a tarefa dos revolucionários é “fazer a revolução”, na palavra de ordem usada por Che Guevara. O que significa tomar o poder do Estado para realizar as mudanças estruturais exigidas por trabalhadoras e trabalhadores. 

A perspectiva de tomada do poder pela via armada teve êxito na realidade de Nicarágua e El Salvador, países da América Central, onde se conformaram as Frentes – Sandinista de Liberação Nacional (FSLN) e Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), respectivamente. Trataram-se de movimentos com referência nas massas populares e que adotaram a via político-militar. Seguramente, a tentativa de apenas replicar de forma mecânica a experiência cubana abriu espaço para equívocos na tentativa de reproduzir a via armada em países de realidades e contextos distintos, caso da Argentina, Bolívia, Uruguai, entre outros.

Na Nicarágua, a FSLN tomou o poder ainda em 1979, na última revolução socialista do Ocidente. Já em El Salvador, a FMLN chegou ao auge de enfrentamento em 1989, mas não consegue vencer as forças anti-populares no poder. Mas não foi derrotada, forçando os acordos de paz. Longe de um vanguardismo, nesses países da América Central “a montanha guerrilheira”, como se dizia, significava o povo mobilizado e organizado por mudanças.

Ciclo conservador

Depois da implementação do modelo neoliberal nos anos 80 em praticamente todo o subcontinente, veio a resistência a esse modelo, desencadeada inicialmente na Venezuela e no México e logo em vários outros países. Entre os anos 90 e início dos anos 2000, viveu-se a chamada “primavera democrática” em ao menos doze países que tiveram governos de esquerda e centro-esquerda. É fato que hoje vive-se no continente um ciclo conservador de direita e esse número se limite a seis governos progressistas, mostrando a atual situação de defensiva continental da classe trabalhadora. Álvaro García Linera, vice-presidente da Bolívia, alertou recentemente para esse fato.

Ainda assim, a luta de classes é dinâmica e os atuais governos no poder apresentam um projeto neoliberal que não resolve a situação de desemprego e falta de direitos básicos da população. O governo Macri, na Argentina, que seria o principal exemplo da eficiência da direita neoliberal no continente, implementou um modelo que gerou na Argentina, de acordo com o site mexicano La Jornada,14 milhões de pobres (para uma população menor que a brasileira) e 8,6% da população que não consegue cobrir sequer uma cesta básica com seus rendimentos.

Mobilizações importantes têm acontecido naquele país. No mesmo sentido, o governo Bolsonaro não apresenta qualquer medida capaz de reativar a economia e as primeiras mobilizações estudantis começam a estourar, contra os ataques do governo focados principalmente na educação, cultura e contra os sindicatos.

Devemos nos perceber em resistência, aprendendo com os erros do passado, mas sempre como alertava o Che, nos percebendo em nossa unidade e diversidade: “Somos uma raça mestiça, do México ao Estreito de Magalhães”.

 

Editado por: Laís Melo
Tags: américa latinaneoliberalismo
loader
BdF Newsletter
Escolha as listas que deseja assinar*
BdF Editorial: Resumo semanal de notícias com viés editorial.
Ponto: Análises do Instituto Front, toda sexta.
WHIB: Notícias do Brasil em inglês, com visão popular.
Li e concordo com os termos de uso e política de privacidade.

Veja mais

Pressão para diálogo

Lei da Reciprocidade é resposta ‘prudente e correta’ ao tarifaço de Trump, avalia economista

ARTIGO

Melo expulsa vulneráveis e privilegia incorporadoras

Em dois anos

Israel matou mais jornalistas em Gaza do que qualquer guerra na História

AQUÍFERO EM RISCO

Deputada cobra ministro sobre perfuração de poços em Viamão (RS)

CINEMA E ANÁLISE

Privatização da água é tema de cinedebate em Porto Alegre

  • Quem Somos
  • Publicidade
  • Contato
  • Newsletters
  • Política de Privacidade
  • Política
  • Internacional
  • Direitos
  • Bem Viver
  • Socioambiental
  • Opinião
  • Bahia
  • Ceará
  • Distrito Federal
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Paraná
  • Pernambuco
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Sul

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Apoie
  • TV BDF
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
  • Rádio Brasil De Fato
    • Radioagência
    • Podcasts
    • Seja Parceiro
    • Programação
  • Política
    • Eleições
  • Internacional
  • Direitos
    • Direitos Humanos
  • Bem Viver
    • Agroecologia
    • Cultura
  • Opinião
  • DOC BDF
  • Brasil
  • Cidades
  • Economia
  • Editorial
  • Educação
  • Entrevistas
  • Especial
  • Esportes
  • Geral
  • Saúde
  • Segurança Pública
  • Socioambiental
  • Transporte
  • Correspondentes
    • Sahel
    • EUA
    • Venezuela
  • English
    • Brazil
    • BRICS
    • Climate
    • Culture
    • Interviews
    • Opinion
    • Politics
    • Struggles

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.