Educação

Editorial | Desmonte das universidades: crime contra o povo

Instituições de ensino federais estarão sem um terço (30%) de suas verbas, o que impedirá o pagamento das contas básicas

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Na quarta-feira (08) estudante levam, aproximadamente, 10 mil pessoas para as ruas de Curitiba em defesa da educação / Giorgia Prates

Primeiro, foi a reforma do ensino médio, arbitrária e obedecendo aos interesses do mercado. Depois, o congelamento por vinte anos dos investimentos em educação. Agora, o corte dos orçamentos das universidades federais. O projeto de destruição da educação pública brasileira anda a pleno vapor.

O Ministério da Educação vai congelar R$ 5,8 bilhões de seus gastos. Será a sua parte no criminoso corte de R$ 29,5 bilhões dos recursos do poder executivo.

Instituições de ensino federais, com esta medida, estarão sem um terço (30%) de suas verbas, o que impedirá o pagamento das contas básicas. Na prática, avalia-se que só conseguirão ficar abertas até agosto.

Bolsonaro aumenta os estragos de Temer. Esses governos expressam puro desprezo pelo que nosso povo conquistou. Com estes cortes, tentam sufocar a universidade pública que produz tecnologia, remédios, por exemplo. Produz, sobretudo, professores para um país tão carente de escolas e livros.

Quem produzirá a próxima vacina? Quem dará aulas nos cmeis, escolas e colégios Brasil afora daqui para frente? Destruir as universidades não é só um ataque a servidores, professores e estudantes, é um crime contra o povo. Contra este desmonte, lutemos todas e todos na greve nacional da educação, dia 15 de maio!

Edição: Paula Cozero e Ricardo Pazello