Caqui: a fruta mais docinha do outono

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A cor da casca varia de amarelo a vermelho e a fruta possui os tipos Fuyu, Rama Forte, Taubaté e Giombo
A cor da casca varia de amarelo a vermelho e a fruta possui os tipos Fuyu, Rama Forte, Taubaté e Giombo - Gabriella Mesquita
Além do consumo in natura, o caqui pode ser preparado seco

Muito confundido com o tomate, o caqui é originário da Ásia, principalmente do Japão. Como a fruta cresce normalmente em clima temperado, se adaptou bem no Brasil e temos boas safras por aqui.

Por ser um fruto bem característico do outono, o pico de sua colheita é em maio e normalmente dura até julho, por isso que nesta época, é comum ver mais caqui em mercados e feiras.

A nutricionista Marcela Worcemann fala sobre as características da fruta e explica os benefícios do caqui para o nosso organismo.

"É uma fruta que pode ser encontrada mais vermelha ou mais alaranjada, algumas mais verdinhas também, porém, as mais saborosas e nutritivas são as vermelhas e laranjas. O caqui é bem pobre em gorduras e também não tem muita proteína. Ele tem uma boa quantidade de carboidratos e boa parte composto por fibras. As fibras não são absorvidas pelo nosso organismo, então falamos que tem somente 13 gm de carboidrato. Por outro lado, a gente pensa que é uma fruta rica em fibras e isso é bastante interessante tanto para dar maior sensação de saciedade, controla os níveis de colesterol e glicemia, além de ajudar no melhor funcionamento do intestino".

Além disso, a nutricionista aponta que o caqui é rico em cálcio, potássio e tem como destaque a vitamina A, que tem um papel importante para a visão e a saúde da pele. Outra vitamina presente na fruta é a C, um importante antioxidante, fundamental para nossa imunidade.  

Segundo a publicação do Ministério da Saúde “Alimentos Regionais Brasileiros” de 2015, além do consumo in natura, o caqui pode ser preparado seco, ficando com a textura de alimentos como a uva-passa e o damasco. Ela também pode ser utilizado para fazer vinagre.

A nutricionista aponta formas de consumir o caqui e como introduzi-lo na alimentação para além do consumo in natura.

"O caqui é mais consumido in natura mesmo, ele tem um gosto bem doce e tem muita gente que até substitui por chocolate  por sem bem docinho quando está bem maduro. Mas dá pra fazer suco de caqui também, dá para fazer geleia de caqui, que é até uma ideia boa para quem gosta muito da fruta e como a safra é pequena, quando se faz a geleia você consegue aproveitar por mais tempo a fruta, acaba durando mais. Também dá para colocar na salada salgada, para quem gosta de agridoce, fica gostoso. Também dá para fazer molhos para acompanhar carne, peixe".

Ainda segundo a publicação do Ministério da Saúde, o caqui em passa é extremamente nutritivo e tem um sabor bastante agradável, cujo consumo, em nosso país, ainda é restrito e produzido em pequenas quantidades. Culturalmente aqui no Brasil, costuma-se dizer que o caqui apesar de delicioso, “amarra na boca”, esse fenômeno se dá por conta de um composto que no mundo da química é chamado de adstringência. Por isso que a fruta depois de colhida, precisa passar por um processo para retirar esse composto que pode ser desagradável ao paladar.

Edição: Michele Carvalho