veneno na mesa

Desmonte do Estado por Bolsonaro beneficia liberação de agrotóxicos, diz MST

Dados da ONU indicam ainda que uso dos venenos na agricultura é responsável por 200 mil mortes por intoxicação por ano

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que os agrotóxicos são os responsáveis por 200 mil mortes por intoxicação a cada ano, e mais de 90% das mortes acontecem em países em desenvolvimento como o Brasil.

Em reportagem da Telesur veiculada pelo Seu Jornal, da TVT, o coordenador do Movimentos dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) João Pedro Stédile considerou a intoxicação e as mortes como um reflexo do agronegócio impulsionado por bancos e corporações internacionais que dominam a agricultura, entre elas, a Monsanto e a companhia que a adquiriu, a Bayer. “Esse modelo substitui o trabalho campesino por veneno e mecanização”, critica.

No Brasil, há um aumento na liberação de agrotóxicos para uso na agricultura por parte do governo Bolsonaro, como mostra reportagem da RBA: foram 152 novos registros concedidos até o final de abril. O integrante da coordenação nacional do MST, Alexandre Conceição, considera que esteja em curso um processo de “desmonte da estrutura do Estado para liberar mais o consumo de veneno na mesa do trabalhador”.

Até o final do ano, podem ser aprovados, seguindo esse ritmo, em torno de 555 novos agrotóxicos, ante os 450 registros do ano passado. “Esse governo deveria fazer a fiscalização do meio ambiente, dos produtos que vão à mesa dos trabalhadores, mas ele não tem nenhum interesse nisso”, afirma Conceição.

Edição: Rede Brasil Atual