DEMOLIÇÃO ILEGAL

Prefeitura derruba casa de morador do Porto do Capim sem autorização

Cerca de 26 pessoas fizeram acordo, porém o morador Jobson da Silva teve sua casa demolida contra sua vontade

Brasil de Fato | João Pessoa - PB |
PMJP impôs, em março deste ano, a remoção das famílias que lá habitam há cerca de 70 anos
PMJP impôs, em março deste ano, a remoção das famílias que lá habitam há cerca de 70 anos - Internet

A Prefeitura Municipal de João Pessoa iniciou a demolição de várias casas na comunidade Porto do Capim na tarde desta quarta-feira (29), após convencer 26 moradores a abandonarem suas casas em troca de auxílio aluguel e uma promessa de apartamento no bairro Saturnino de Brito. 26 moradores assinaram a autorização para demolição, porém Jobson da Silva Santos (o Dado) teve sua casa demolida sem sua autorização, fato que o deixou extremamente indignado. A reportagem BdF não conseguiu encontrá-lo porque ele se retirou do local, junto com a esposa e os filhos, para evitar conflitos. Os moradores enviaram um vídeo do momento em que Jobson encontra sua casa em estado de escombros.Demolição das casas no Porto do Capim - comunidade reluta, porém alguns moradores cederam às abordagens da PMJP (29/05 - Foto: Arquivo pessoal)
Assista aqui: https://www.facebook.com/Brasildefatoparaiba/videos/184717179134021/
Jobson da Silva Santos (o Dado) teve sua casa demolida na comunidade Porto do Capim (Joao Pessoa - PB) sem sua autorização, pela PMJP (29/05/19), fato que o deixou extremamente indignado.
Demolição das casas no Porto do Capim - comunidade reluta, porém alguns moradores cederam às abordagens da PMJP (29/05 - Foto: Arquivo pessoal)
Raíssa Holanda, do movimento Ocupe o Porto do Capim e da Associação de Mulheres do Porto do Capim, conta que a prefeitura desde março vem abordando os moradores para deixar as suas casas. “Eles oferecem auxílio aluguel e uma promessa de apartamento no Saturnino de Brito que não contempla o que a nossa comunidade quer e necessita. Então, 26 pessoas assinaram, mas o 27º morador, que era o Jobson não assinou; ele, a esposa e dois filhos vão ficar na rua?”, indaga Raíssa.Demolição das casas no Porto do Capim - comunidade reluta, porém alguns moradores cederam às abordagens da PMJP (29/05 - Foto: Arquivo pessoal)Demolição das casas no Porto do Capim - comunidade reluta, porém alguns moradores cederam às abordagens da PMJP (29/05 - Foto: Arquivo pessoal)Demolição das casas no Porto do Capim - comunidade reluta, porém alguns moradores cederam às abordagens da PMJP (29/05 - Foto: Arquivo pessoal)Demolição das casas no Porto do Capim - comunidade reluta, porém alguns moradores cederam às abordagens da PMJP (29/05 - Foto: Arquivo pessoal)Demolição das casas no Porto do Capim - comunidade reluta, porém alguns moradores cederam às abordagens da PMJP (29/05 - Foto: Arquivo pessoal)Estavam presentes para cumprir a ordem de demolição das casas: a Polícia Militar, a Guarda Municipal, a Defesa Civil e a Semob. O movimento Ocupe o porto do Capim afirma que esses moradores que fizeram o acordo de demolição não têm vínculo com a luta pela permanência no território. O espaço vem sendo palco disputa desde março deste ano quando a PMJP anunciou a construção do Parque Ecológico Sanhauá e impôs o projeto pré-concebido e sem qualquer participação da comunidade, e ainda, impôs a remoção das famílias que lá habitam há cerca de 70 anos. Demolição das casas no Porto do Capim - comunidade reluta, porém alguns moradores cederam às abordagens da PMJP (29/05 - Foto: Arquivo pessoal)

Edição: Cida Alves