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Vídeo | Tsunami da Educação: estudantes tomam ruas de São Paulo para denunciar cortes

Confira videoreportagem sobre ato do dia 30 de maio e veja como jovens de Institutos Federais podem ser afetados

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Estudantes organizam ato contra os cortes na educação, no Instituto Federal de Pirituba / Pedro Stropasolas

No último dia 30 de maio, mais de um milhão de jovens foram às ruas do país contra os cortes na educação promovidos pelo governo de Jair Bolsonaro.

Em São Paulo, onde mais de 300 mil foram à caminhada que saiu do Largo da Batata, na zona oeste da cidade, até o MASP (Museu de Arte de São Paulo), na Avenida Paulista, estiveram presentes estudantes de diversas categorias, entre eles, os jovens dos Institutos Federais (IF) do estado.

O Brasil de Fato acompanhou a rotina dos estudantes do IFSP de Pirituba, na zona oeste, desde a assembleia convocatória para o ato do dia 30. Eles relataram que os cortes sistemáticos no orçamento da unidade não foram deflagrados somente agora, na gestão do ministro Abraham Weintraub, mas atingem a instituição desde o começo do ano.

A unidade foi inaugurada em 2013 e recebe alunos das regiões de Pirituba, Jaraguá, São Domingos, Freguesia do Ó, Vila Brasilândia, Anhanguera e Perus, além de municípios vizinhos como Caieiras, Osasco e Barueri.

O IF de Pirituba tem orçamento previsto para 2019 de R$1.801.700, mas segundo dados revelados pela unidade, a PEC do Teto dos Gastos reduziu o valor para R$1.031.662,95.

Esse valor seria repassado em 12 parcelas mensais. Mas no início do ano, o governo federal anunciou um reparcelamento dos repasses, em 18 parcelas.

Áreas como segurança, serviços de limpeza, além de contas de água e luz, já começam a ser afetadas pela falta de repasse e seriam agravadas com o corte de mais de R$ 5 bilhões promovido pelo ministro.

“A gente não está aqui sem fazer nada. A gente tem projetos encaminhados, pesquisas, temos alunos de integrado (que fazem o ensino médio e o ensino técnico ao mesmo tempo) que passam o dia aqui e precisam se alimentar e isso afeta na alimentação deles também”, explica Lucas Lourenço da Silva, do curso de Letras.

Para Aline Gabriela de Oliveira, que também cursa Letras, na unidade, “a crise na educação não é uma crise, é um projeto. É deixar o pobre mais pobre e o rico mais rico, essa é a ideia deles, deixar a galera na periferia”.

Os institutos federais têm aproximadamente 24 mil alunos matriculados nos 38 campi e mais 4 mil alunos nos 19 polos de educação a distância distribuídos pelo estado de São Paulo. Ao todo, no país, são 644 campis.

Confira:

Edição: Luiz Felipe Albuquerque