Direitos

BH tem Encontrão de LGBTs negras e negros no fim de semana

Rede Afro LGBT espera 100 pessoas de toda Minas Gerais

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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Temas como emprego, renda, autonomia financeira e autocuidado deve permear todo o encontro / Foto: Divulgação

“Pensar e fazer dias melhores para o nosso povo negro LGBT”, assim resume Eliane Dias, da Rede Afro LGBT, sobre o objetivo do 2º Encontrão Estadual de Negras e Negros LGBTs. A organização espera receber 100 pessoas de todo o estado de Minas Gerais, no sábado (8) das 8h às 18h, na faculdade UNA Barro Preto em Belo Horizonte. O encontro debate conjuntura política, realidade negra LGBT e perspectivas para as eleições 2020.

A segunda edição do Encontrão acontece, segundo Eliane, pela necessidade dos participantes se organizarem, dadas as últimas perdas de direitos que atingiram diretamente a população negra e LGBT. O evento deve se basear também em experiências ancestrais, como as estratégias de sobrevivência e resistência do povo negro.

Eliane analisa que a população negra LGBT passou por um ciclo de perdas e de medo, mas que agora começam a se revigorar. “Nós tivemos um período que a gente sonhou, que foram os últimos anos do governo Lula e Dilma, mas depois do impeachment a gente teve sérias perdas e elas continuam. Agora, a gente começa a se recuperar das pancadas, porque começamos a entender o cenário”, explica.

Temas como emprego, renda, autonomia financeira e autocuidado deve permear todo o encontro. Assim como os objetivos políticos: o fortalecimento do povo negro LGBT, diálogos sobre como ocupar e se posicionar nas eleições de 2020, perspectivas de reforma do sistema político e propostas de ações para a militância mineira. O Encontrão deve produzir também uma carta, com análises e orientações sobre o momento político.

O que é a Rede Afro LGBT

Existente há 14 anos, a Rede de Negros e Negras LGBT tem integrantes em todo o país e afirma ter como princípios a promoção da igualdade racial e respeito à orientação sexual e identidade de gênero. Tem como foco participar de todas as instâncias do movimento LGBT, do movimento negro e participar do controle das políticas públicas. Em Minas Gerais, a rede foi formada em dezembro de 2013.

Mais informações sobre o Encontrão aqui.

Edição: Elis Almeida