AMÉRICA LATINA

Argentina: Avós da Praça da Maio anunciam identificação do neto 130

Organização agradeceu "demonstrações de afeto" e pediu paciência até quinta (13), quando novas informações serão dadas

A organização ainda pede "paciência e prudência até quinta" quando todas as informações serão reveladas / Foto: Reprodução/Facebook

O movimento argentino Avós da Praça de Maio anunciou nesta segunda-feira (10) a identificação de mais um dos netos e netas desaparecidos durante a ditadura militar no país (1976-1983).

Segundo nota publicada pela organização que luta para encontrar parentes que desapareceram nas mãos dos militares, esse é o neto de número 130, porém seu nome e história só serão revelados em coletiva de imprensa agendada para o dia 13 de junho às 13h, com a presença do "neto 130".

"Com felicidade anunciamos uma nova restituição de identidade e convocamos os meios de comunicação e jornalistas para entrevista coletiva nesta quinta-feira, 13 de junho, às 13h, para dar conhecimento sobre os detalhes desta história", afirma o grupo.

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Ainda de acordo com as Avós, "o neto 130 vive fora da Capital Federal, mas tem vontade de estar presente durante o anúncio, por isso, a conferência será realizada dentro de três dias na nossa sede".

A organização ainda agradece "demonstrações de afeto e alegria" e pede "paciência e prudência até quinta" quando todas as informações sobre o caso serão reveladas.

Este é o segundo neto identificado em 2019. A última foi neta 129 filha de Norma Síntora e Carlos Alberto Solsona, encontrada em abril. Síntora foi sequestrada em 1977 e estava grávida de oito meses. Quarenta e dois anos após o sequestro, a filha do casal foi encontrada pelo grupo. 

A Associação Civil Avós da Praça de Maio é uma organização não governamental, que tem por intuito localizar e retornar às famílias legítimas todas as crianças desaparecidas em sequestros pela ditadura. A ideia é, também, criar as condições para prevenir que esses crimes voltem a ocorrer, exigindo punição aos responsáveis.

De acordo com estimativas da ONG, durante o regime militar, as autoridades se apropriaram de pelo menos 500 bebês, muitos deles nascidos em centros de torturas, hospitais militares e delegacias.

Edição: Opera Mundi