Opinião

Artigo | Fliaraxá: amizade, resistência e literatura

O evento literário mineiro contou com participações de diversos escritores e surpreendeu o público com sua estrutura

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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Festival aconteceu na cidade de Araxá, no Triângulo Mineiro / Foto: Fliaraxá

Aconteceu no Grande Hotel de Araxá (MG) o VIII Festival Literário nos dias 19 a 24 de julho. O evento gratuito contou com uma programação de palestras, debates, contação de estórias, shows e gastronomia.

Neste oitavo Fliaraxá, o patrono escolhido foi Machado de Assis e em comemoração aos 180 anos de seu nascimento, o autor homenageado foi Valter Hugo Mãe. Dentre as obras deste estão “As mais belas coisas do mundo” e “A máquina de fazer espanhóis”. Participaram também do Fliaraxá Pedro Bandeira, Alice Ruiz, Cristovão Tezza, Ignácio de Loyola Brandão, José Eduardo Agualusa, Monja Coen, Heloísa Starling, Conceição Evaristo e outros.

A intimidade construída entre público e convidados foi emocionante. Os temas tinham a literatura como foco, porém exploraram diversas questões atuais importantes como a mulher, o negro, os lgbts, a política, a cultura, a educação e o incentivo à leitura.

O Caminhão Museu da UFMG, teve destaque com o tema “conflitos”, apresentou aos visitantes sua biblioteca, seu cinema e a exposição fotográfica, todos negando o pacifismo na construção da história brasileira.

Ao fim, o festival idealizado por Afonso Borges, escritor e empreendedor cultural, deixou a mensagem de amizade e união, que se faz necessária para que possamos vencer as barreiras e violências do atual governo de Jair Bolsonaro (PSL).

O festival se fez como marca no mapa cultural de Minas Gerais, seremos as pedras de Drummond no caminho de quem ousar nos calar. Não nos faltará forças para combater o autoritarismo. Resistir!

Paula Goulart Santos é é formada em história e desenvolve projetos na área da literatura.

Edição: Elis Almeida