DESÂNIMO

Datafolha: expectativa positiva sobre governo Bolsonaro caiu oito pontos percentuais

Pesquisa também aponta estabilização na taxa de aprovação do presidente, a pior desde Fernando Collor de Mello, em 1990

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Presidente Jair Bolsonaro tenta ler um teleprompter durante pronunciamento / TV Brasil/Reprodução

A pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (8) mostrou que, de abril a julho, a expectativa de que o governo Bolsonaro será ótimo ou bom caiu de 59% para 51%, enquanto a noção de que será regular foi de 16% para 21% e a de que será péssimo ou ruim cresceu dentro da margem de erro – de 23% para 24%.

Enquanto isso, a aprovação do ex-capitão reformado do Exército se manteve estável, com 34% de aprovação. A média é semelhante à de Fernando Collor de Mello, em 1990, o pior avaliado presidente em início de mandato. 31% consideram ótimo ou bom e 33% ruim ou péssimo.

Para a Folha de S. Paulo, a estagnação sugere uma cristalização da base de apoio de Bolsonaro, assim como a de uma oposição, em um território político dividido.

A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 5 de julho, ouvindo 2860 pessoas com mais de 16 anos em 130 cidades e tem uma margem de erro de dois pontos percentuais.

Sobre a percepção das realizações do ex-militar, as cifras são semelhantes às de abril: 61% acreditam que ele fez menos que o esperado e 22% acham que foi dentro do previsível, enquanto apenas 12% acham que ele foi além da expectativa.

Quanto aos que acreditam que ele age como um presidente, houve uma queda: de 27% para 22%. Os que acham que ele se porta de maneira não-presidencial foi de 23% para 25%.

Quem apoia o presidente, é branco (42%, contra 31% de pardos e 25% de negros) e homens (38% ante 29% de mulheres). A diferença entre homens e mulheres também tem reflexo no pessimismo/otimismo com o país: 71% das mulheres afirmam estar desanimadas com o país contra 55% dos homens. 

No Nordeste, 41% consideram Bolsonaro ruim ou péssimo. Já o Sul do país, aprova o ex-deputado com 42% dos entrevistados.

Edição: Pedro Ribeiro Nogueira