Opinião

Editorial | Encontrar caminhos, construir saídas

É necessário a união de todos os que acreditam que o Brasil é possível

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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A solidariedade entre pessoas e lutas, e a construção de valores humanos têm grande relevância num contexto em que o ódio é institucional / Mídia nInja

É um grande desafio para aqueles que sonham com um Brasil para os brasileiros, enfrentar o labirinto no qual nossa história foi colocada pelas forças conservadoras da elite.

O estado de Minas Gerais tem sido conduzido por quem quer privatizar empresas como Cemig, Copasa e Codemig (setores estratégicos como água, energia e minério), em um cenário onde as empresas mineradoras privatizadas na década de 1990, como a Vale, têm provocado pânico na maioria da população.

A empresa é responsável pelo maior crime sócio ambiental da história do país, com um absurdo número de trabalhadores assassinados, além de ter contaminado a água de milhões de pessoas e colocado em risco o abastecimento de toda a região metropolitana de BH.

No Brasil os ataques à educação, as ameaças às aposentadorias por meio da reforma da Previdência, as privatizações de setores estratégicos em andamento e o abandono das políticas sociais, são mais do que cortes de direitos, são uma conspiração de destruição do futuro do Brasil. Visam inviabilizar o Brasil como nação, nos colocando como a escória do mundo e submissos aos interesses dos EUA e elite aliada no Brasil.

O que fazer?

Neste labirinto de horrores é muito fácil pegar caminhos errados, ou chegar em becos sem saída, mas nossa história nos mostra que sempre há saídas e em geral elas não são encontradas, mas sim construídas.

Já é possível identificar algumas pistas no caminho: Aqueles que querem destruir Minas e o Brasil têm muitas fragilidades e limites. Suas medidas são profundamente contra a grande maioria da população, que tem percebido e respondido com mobilizações. As mentiras contadas durante o golpe em curso vêm sendo desmascaradas, como a imoralidade intencional da prisão de Lula.

A solidariedade entre pessoas e lutas, e a construção de valores humanos têm grande relevância num contexto em que o ódio é institucional. Somente uma forte união dos que acreditam que o Brasil é possível viabilizará encontrar os melhores caminhos para sair deste labirinto. Somente o povo organizado e consciente será capaz de construir a porta de saída.

É necessário a união de todos os que acreditam que o Brasil é possível, para resistir aos ataques e denunciar quem são os inimigos do povo, mas é preciso ir além, unificar as resistências e construir com o povo as saídas.

Edição: Elis Almeida