Cariri

Grupo se mobiliza contra o fechamento do Centro Cultural Banco do Nordeste no Ceará

O grupo prepara agora um calendário de atividades para serem executadas

Brasil de Fato | Fortaleza (CE)

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Outro direcionamento do grupo está na mobilização de lideranças políticas / Divulgação

Um grupo formado por artistas, produtores culturais, jornalistas, estudantes e professores se reuniram ao longo da semana passada, com o objetivo de pautar ações de mobilização contra o fechamento das três unidades do Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza e Região do Cariri (Ceará) e em Sousa (Paraíba).

Uma das reuniões aconteceu no auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste em Juazeiro do Norte. Além do debate acerca dos problemas enfrentados pela instituição nos últimos anos e sobre a iminente possibilidade do encerramento das atividades do Centro, foram elencadas uma série de ações que visam, sobretudo, a conscientização da sociedade caririense sobre os prejuízos do fechamento do equipamento cultural, responsável pela execução de atividades artísticas, oficinas de formação, atividades educativas e culturais para crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Calendário de ações

O grupo prepara agora um calendário de atividades para serem executadas em eventos públicos, praças, empreendimentos particulares como bares e restaurantes com objetivo de sensibilizar a população.

As ações a serem realizadas terão como foco a proposta de levar para a população informações a respeito da importância do Centro Cultural Banco do Nordeste no Cariri que, ao longo de sua história realizou milhares de eventos tanto em sua sede, localizada no Centro de Juazeiro do Norte, bem como em diversos municípios da região do Cariri.

Mobilização das lideranças políticas

Outro direcionamento do grupo está na mobilização de lideranças políticas que atuam nas esferas municipais, estadual e federal de modo a se conseguir o apoio político necessário no sentido de pressionar a Presidência do Banco do Nordeste a manter o funcionamento do CCBNB de forma plena, sem cortes nos recursos, e na sua totalidade, com a realização dos eventos e, inclusive, com a recontratação de funcionários e a volta do funcionamento da Biblioteca, considerada uma das mais modernas e com acervo mais atualizado da Região do Cariri.

Impacto econômico

O Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri, somente com a sua programação, injeta na economia local cerca de R$ 1 milhão por ano, promovendo em torno de 450 ações nesse mesmo período, atendendo a um público médio de 700 pessoas ao dia.

Os recursos investidos pelo CCBNB Cariri na realização de sua programação movimentam a economia no setor de hotelaria, restaurantes e transportes, prestadores de serviços como pintores, eletricistas, limpeza e gráficas. Também são beneficiados técnicos, produtores culturais, artistas e professores, além de comércios nos seguimentos alimentício, de materiais elétricos, construções, papelarias, equipamentos eletrônicos e afins.

Adesões

As ações pensadas em defesa do Centro Cultural Banco do Nordeste também estão sendo realizadas na cidade de Fortaleza, no Ceará e na cidade de Sousa, na Paraíba. Em todas elas, entidades e instituições têm se manifestado publicamente em defesa da permanência das atividades culturais e artísticas promovidas pelos Centros.

Entre as que já se manifestaram estão Universidade Regional do Cariri (URCA), Universidade Federal do Cariri, através da Pró-Reitoria de Cultura (Procult), Comissão de Direitos Culturais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/CE), Grupo Ninho de Teatro, Coletivo Camaradas, Partido Social e Liberdade (PSOL), Ponto de Cultura Jijoca de Jericoacara, Movimento Acredito, Conselho Municipal de Políticas Cultuais do Crato (CE), Conselho Municipal dos Direitos LGBT de Juazeiro do Norte (CE), Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba, entre outros.

 

Edição: Monyse Ravena