Retrocessos

Artigo | O desgoverno Bolsonaro e o retrocesso no campo brasileiro

Embora venha frequentemente atacando direitos sociais, essas ações servem como fermento de luta da classe trabalhadora

Brasil de Fato | Natal (RN)

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Governo Bolsonaro nunca escondeu o seu desprezo e seu despreparo para lidar com a população do campo / José Cruz/Agência Brasil

A atual conjuntura brasileira nos remete a pensar caminhos para o fortalecimento da luta de classes no país. O desgoverno de Bolsonaro e seus ministros, totalmente despreparados para ocupar cargos públicos, estão trazendo um retrocesso enorme que vai direto contra a classe trabalhadora. Um exemplo é a Reforma da Previdência, que tentam vender a todo custo como algo benéfico para os trabalhadores e trabalhadoras, quando, na verdade, vai os escravizar tirando seu direito de aposentadoria.

O impacto dos projetos irresponsáveis de Bolsonaro para o campo é ainda mais devastador. Suas praticas criminosas, com a liberação do porte de armas para produtores rurais, põem em risco as vidas das famílias carentes que ficaram na mira dos grandes latifundiários, que há anos vêm causando estragos à natureza. 

Outro elemento que vale atenção são os crimes ao meio ambiente com a liberação de mais de 100 tipos de veneno para serem jogados nos rios e plantações, o que afetará diretamente, também, a saúde humana, ao consumir alimentos contaminados. Essa medida vai de encontro aos diversos laudos técnicos apresentados por ambientalistas que comprovam a devastação da natureza com o uso de agrotóxicos usados nas monoculturas das grandes fazendas.

Neste sentido, temos uma tarefa crucial das organizações do campo em defesa dos diretos, temos que fortalecer a unidade de luta entre o campo e a cidade, barrar esse retrocesso com organização política e consciência de classe. Devemos assumir o papel de protagonistas frente a esse cenário de barbárie que Bolsonaro quer implantar no país e mostrar, através de ações concretas, que os diretos dos trabalhadores não serão violados.

Esse governo nunca escondeu o seu desprezo e seu despreparo para lidar com a população do campo. As políticas públicas voltadas para agricultura familiar estão em xeque, a exemplo do corte de recursos do Garantia-Safra e a suspensão dos recursos destinados ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) que é responsável por levar jovens do campo para dentro das universidades.

Por fim, o que esse governo apresenta para a classe trabalhadora é uma oportunidade de seguir e lutar. Vamos reforças as greves gerais, fazer formação política e organizar ainda mais as famílias para que esse retrocesso não seja algo continuou e que possamos das as respostas nas ruas contra esse projeto opressor.

*Jornalista e militante do MST.

 

Edição: Marcos Barbosa