União

Funcionalismo público de Minas debate estratégias para enfrentar governo Zema

Nesta quarta (10), sindicatos reafirmam paralisação em 13 de agosto e luta contra pacote de recuperação fiscal

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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"É uma proposta muito cruel, todo o povo vai sofrer danos”, diz sindicalista / Foto: Rogério Hilário

Dirigentes de entidades que representam servidoras e servidores públicos de Minas Gerais se reuniram na tarde desta quarta-feira (10) na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Belo Horizonte, para discutir a política adotada pelo governador Romeu Zema (Partido Novo) de cortar serviços e programas ofertados pelo Estado. O encontro foi realizado para construir formas de enfrentamento ao regime de recuperação fiscal de Jair Bolsonaro (PSL), projeto que Zema já afirmou ter o desejo de adotar em Minas Gerais.

Estavam presentes o Sindibel, Fetaemg, Sind-Rede, Sindeletro, Sind-Saúde, Sindecon, Sindicato dos Bancários, Sind-UTE, Sindfisco, Sindagua entre outras organizações.

Todos defenderam que o regime deve trazer prejuízos a Minas, como por exemplo o fim de concursos públicos e contratações, privatização de empresas estatais, redução de incentivos fiscais e maior desvalorização dos trabalhadores.

É o que explica Jairo Nogueira, secretário geral da CUT-MG: "É uma proposta muito cruel. Não é só o funcionalismo que vai sofrer danos, mas todo o povo. É muito sério, não acaba com a dívida do estado, apenas deixa para pagar mais tarde. E em um momento de grande carência de serviços públicos, o que se coloca é diminuir ainda mais o atendimento às pessoas, que já sofrem com esse travamento provocado pela crise", declara o sindicalista.

O entendimento geral do encontro foi de que existem outras saídas para Minas Gerais e de que esses pontos devem ser debatidos com os mineiros, sejam funcionários públicos ou não. A partir de agora, as centrais vão se dedicar a estratégias de comunicação que deem conta de informar a população.

Além disso, os representantes das categorias decidiram pela unidade no dia 13 de agosto, data de greve nacional.

"Vamos parar a saúde, educação, Cemig, Copasa, vários setores", diz Jairo, que cita o exemplo do Rio de Janeiro, até o momento o único estado que aderiu à proposta federal. “Todo mundo está vendo que não deu certo no Rio, que o governador [Wilson Witzel, PSC] quer rever, voltar atrás com o que fez”.

Edição: Elis Almeida