Coluna

Viva Bolívar e o bolivarianismo

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24 de Julho de 2019 às 09:00
No início do século XIX, Simon Bolívar reuniu um exército de pobres para libertar os povos do continente / Reprodução
É importante lembrar a herança que Simon Bolívar nos deixou

Nesses dias, assistimos a Venezuela resistir heroicamente aos ataques do Império norte-americano e à guerra de desinformação que os órgãos de comunicação oferecem contra o que acontece nesse país irmão. Por isso, é importante lembrar a herança que Simon Bolívar nos deixou e a proposta atual do Bolivarianismo para a Venezuela e que pode ser um presente divino para todo o continente. No início do século XIX, Simon Bolívar reuniu um exército de pobres para libertar os povos do continente da dominação do império espanhol e integrar os diversos países em uma única pátria grande. Criou a República da Grande Colômbia que reunia Venezuela, Equador e Peru, Chile, Bolívia e a atual Colômbia. Respeitava a autonomia de cada povo e região, mas integrados em uma confederação. Essa união chegou a ajudar no Caribe a consolidação da independência do Haiti, primeiro povo libertado das Américas (1809).

Desde as últimas décadas do século XX, sob a liderança de Hugo Chávez, o Bolivarianismo ressurgiu com o rosto de um Socialismo democrático e latino-americano. Esse Bolivarianismo assumiu três metas: a libertação de todos os colonialismos, a integração de todos os povos e estados latino-americanos e a redução das desigualdades sociais na direção de um novo socialismo democrático e a partir dos pobres.

No mundo, a Venezuela é o segundo maior produtor de petróleo (logo abaixo do Golfo Pérsico). Durante quase duzentos anos, uma pequena elite dominou a Venezuela e entregou o petróleo do país aos Estados Unidos. O governo bolivariano nacionalizou o petróleo. Determinou que todo o lucro da venda do petróleo servisse à educação, construção de moradias e saúde da população mais pobre. Em 2002, a FAO declarou a Venezuela, país livre da fome e do analfabetismo. Dois anos depois, a ONU reconheceu que, na América Latina, a Venezuela era o país que mais tinha conseguido superar a desigualdade social. 

Para irmãos e irmãs da caminhada, posso testemunhar duas coisas: defender o Bolivarianismo não é apenas defender o governo venezuelano. É assumir uma proposta que vem das bases do povo, das comunidades indígenas e afrodescendentes e mesmo quem tem críticas ao governo do Nicolas Maduro deve perceber que a oposição atual na Venezuela é dez vezes pior em todos os aspectos que o governo bolivariano. Além disso, a eventual vitória da oposição fecharia para toda a América Latina qualquer possibilidade de liberdade e autonomia diante do império norte-americano.

Por tudo isso, é responsabilidade de todas as pessoas que amam a justiça e principalmente quem acredita em Deus como Amor e Justiça, assumir, mesmo criticamente, o apoio ao Bolivarianismo e aos movimentos libertadores latino-americanos.

Edição: Monyse Ravenna