ARTICULAÇÃO

Encontro do Foro de São Paulo debate resistência ao avanço neoliberal no continente

Lideranças de esquerda da América Latina e Caribe ser reúnem em Caracas (Venezuela) até domingo

Caracas (Venezuela)

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Vice-presidente do PSUV, Diosdado Cabello dá as boas-vindas aos representantes de partidos políticos / Fania Rodrigues

A defesa da “paz, soberania e prosperidade do povo” é o tema central do 25º Encontro do Foro de São Paulo, que acontece até domingo (28) em Caracas, Venezuela, com a presença de mais de 400 dirigentes de movimentos sociais e de partidos políticos de esquerda da América Latina e Caribe.

O avanço da extrema direita no continente e as formas de resistência das forças populares deram o tom das falas na abertura oficial no encontro, na quinta-feira (25).

“Estamos aqui para dizer ao mundo que a Venezuela não está sozinha. Para dizer ao senhor Trump: ‘tire suas mãos da Venezuela’”, afirmou Mônica Valente, dirigente do PT e secretária-geral do Foro.

O encontro também prestará solidariedade ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, denunciando sua prisão política.

 

 

Mônica Valente é a representante do PT no encontro | Foto: PSUV

O vice-presidente do PSUV, Diosdado Cabello, afirmou que o objetivo principal dessa edição é a unificação das lutas sociais e políticas.

“A única coisa que garante a vitória da esquerda é a unidade popular. Temos que sair daqui mais unidos do que chegamos. Nós, na Venezuela, sentimos o apoio dos povos do mundo, não dos governos. Mas esses povos também necessitam do nosso apoio. Ninguém vai conseguir vencer sozinho”.

Cabello destacou os confrontos eleitorais na Venezuela e o fato de muitos partidos da oposição não participarem e não reconheceram os últimos processos eleitorais.

“A direita só gosta de eleições quando ganha. Vocês acham que a direta vai respeitar os processos democráticos? Isso vai contra sua natureza. Na Venezuela, nos 40 anos em que a direita governou esse país, mataram mais de 11 líderes políticos. Na Colômbia, que teve governo de direita nos últimos anos, quantos líderes sociais já mataram nos últimos anos?”, questionou.

Nesta sexta (26) haverá debates sobre experiências e perspectivas de governos de esquerda na América Latina, além de uma programação especial sobre o aniversário ao assalto ao Quartel Moncada, em Cuba, ocorrido em 26 de julho de 1953, considerado o marco da Revolução que triunfaria seis anos mais tarde e que teve grande influência nos movimentos de esquerda a região.

No sábado (27) haverá uma marcha e, no domingo, um ato em homenagem ao ex presidente Hugo Chávez, que completaria 65 anos de vida.

Fundado em 1990 sob a liderança de Fidel Castro e Lula, o Foro busca construir agendas e ações comuns entre as forças políticas e sociais consideradas de esquerda e progressistas na região. Surgiu e se mantém como uma alternativa popular e democrática ao avanço neoliberal no continente.

Edição: João Paulo Soares