Previdência

CuritibaPrev faz propaganda machista e irrita servidoras

Governo de Greca tem histórico de declarações polêmicas

Porém.net | Curitiba (PR)

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Cartaz fixado em refetório revolta servidoras. / Divulgação

A Prefeitura de Curitiba está dois anos a frente na Reforma da Previdência. Na Câmara dos Deputados, a segunda votação está prevista para o começo de agosto. Já na capital do Paraná, a mudança no regime previdenciário dos servidores foi aprovado em 2017 debaixo de muita truculência por parte do poder público. O prefeito Rafael Greca (DEM) aumentou alíquotas, sacou mais de R$ 600 milhões do IPMC e criou o CuritibaPrev, fundo de capitalização previdenciários nos moldes que o ministro da Economia Paulo Guedes quer aprovar.

Agora, o CuritibaPrev acaba de se envolver em uma polêmica machista. Cartazes fixados em quadros de avisos em equipamentos públicos estão incentivando as servidoras públicas a aderirem ao plano previdenciário. A propaganda, no entanto, compara o custo semana de uma mulher para fazer a unha com a economia que pode ser gerada em 20 anos. “Você sabia que os R$ 25 gastos semanalmente com manicure podem se transformar em uma poupança de r$ 90.6871,73 em 20 anos”, compara o cartaz considerado machista. 

Uma servidora que não quis se identificar protestou contra o foco do anúncio do fundo de pensão. “Somos 80% no serviço público municipal. Já sofremos todos os tipos de abuso fora do ambiente de trabalho e agora além de sermos chamadas de feias e antipáticas pelo prefeito, temos uma propaganda com este teor nas unidades.O respeito desta gestão com as mulheres que trabalham no atendimento direto a população é zero”, denunciou.

O prefeito Rafael Greca já foi alvo de denúncias por machismo em sua gestão. O Coletivo de Mulheres do Sismuc promoveu uma campanha contra ele após minimizar episódio de violência dentro de uma UPA. Greca disse que contrataria enfermeiras mais bonitas para ficar na recepção.

À época, o sindicato opinou: “Um prefeito como Greca, sempre midiático e preocupado com a própria imagem, não deveria dar mais atenção às mulheres, esta parcela da sociedade cada vez mais organizada e protagonista nos dias de hoje?”

Edição: Laís Melo