AMÉRICA LATINA

Conservador Alejandro Giammattei vence eleições presidenciais na Guatemala

Com 99% das urnas apuradas, Giammattei obteve 58% dos votos; segunda colocada foi a mais votada no primeiro turno

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Aos 63 anos, o político venceu após concorrer pela quarta vez e assumirá em janeiro para um mandato de quatro anos / Foto: Johan Ordonez/AFP

O conservador Alejandro Giammattei, do partido de centro-direita Vamos, venceu neste domingo (11) o segundo turno das eleições presidenciais da Guatemala, batendo a ex-primeira dama Sandra Torres, do Partido Unidade Nacional Esperança (UNE), de centro-esquerda. 

Com 99% das urnas apuradas, Giammattei obteve 58% dos votos, enquanto Torres, a mais votada no primeiro turno do pleito, conquistou 42%. 

“Eu não serei o primeiro mandatário, mas o primeiro servidor da nação. Não seremos os governantes perfeitos, mas seremos os governantes corretos para transformar o país”, afirmou o agora presidente eleito após a divulgação dos resultados. 

Giammattei concedeu uma entrevista à Reuters horas depois da vitória, na qual disse que verá o que pode ser feito para melhorar um acordo assinado pelo presidente em fim de mandato Jimmy Morales, cujo o objetivo é conter a imigração centro-americana rumo aos Estados Unidos. 

O pacto, que obriga a Guatemala a se tornar um "país seguro para imigrantes" – apesar da pobreza e violência pelo qual o país passa – foi assinado sob ameaças de sanções vindas de Washington.

O presidente eleito disse esperar que “durante esta transição, as portas se abram para se obter mais informações para que vejamos o que, de um ponto de vista diplomático, podemos fazer para retirar deste acordo as coisas que não são certas para nós, ou como podemos chegar a um entendimento com os Estados Unidos”.

Aos 63 anos, o político venceu após concorrer pela quarta vez. A primeira delas ocorreu em 2007, quando ficou em terceiro lugar. Giammattei foi militante de diversos partidos políticos durante sua carreira até passar a integrar o Vamos. 

Ele fez campanha prometendo combater a insegurança com ações como a liberação da pena de morte, além de tratar as gangues violentas do país como grupos terroristas. 

A candidata derrotada é ex-esposa de Álvaro Colóm, presidente que governou o país entre 2008 e 2012. Ela liderou as pesquisas de intenção de voto durante a maior parte da corrida eleitoral. No entanto, enfrentou índices altos de rejeição. 

Durante sua campanha, Torres prometeu combater os traficantes, colocando soldados nas ruas. A candidata também defendeu a implementação de programas de assistência social para diminuir a pobreza.

O novo mandatário da Guatemala tomará posse para um mandato de quatro anos em janeiro de 2019.

Edição: Rodrigo Chagas