OBITUÁRIO

Gustavo Codas, ex-diretor de Itaipu, morre aos 60 anos em São Paulo

Economista atuou na hidrelétrica binacional durante governo Lugo e era reconhecido por sua militância progressista

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Codas foi assessor de Relações Internacionais da CUT, de onde saiu para assumir a direção geral de Itaipu Binacional / Foto: Reprodução

O economista Gustavo Codas Friedmann, ex-diretor da hidrelétrica binacional Itaipu, morreu na madrugada desta segunda-feira (12), em São Paulo, vítima de um infarto. Codas tinha 60 anos e morava sozinho. De acordo com amigos próximos do economista, a morte foi descoberta pelo filho mais velho, que ligava para o celular do pai e não tinha retorno. Então, ao ir até a casa dele para ver o que aconteceu, encontrou-o morto.

Codas foi diretor da binacional durante o governo do paraguaio Fernando Lugo. Seu nome é famoso entre a militância da esquerda, tanto no Paraguai como no restante da América Latina.

Em entrevista ao Brasil de Fato, em março, Codas já havia alertado sobre os impactos do governo de Bolsonaro à hidrelétrica e à economia paraguaia. “Há uma questão de que o governo paraguaio de Benitez é muito fraco e subordinado ideologicamente ao governo brasileiro, porque é também um governo de direita e que, ainda que de forma envergonhada, reivindica a ditadura militar”, comentou na época.

Economista pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e mestre em Relações Internacionais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Codas estava cursando doutorado em Energia pela Universidade Federal do ABC. No último sábado, ele esteve na sede da Fundação Perseu Abramo para ministrar aula para alunos do curso História e Política da América Latina e Caribe: Desafios Atuais.

Entre seus trabalhos mais recentes, Codas foi assessor de Relações Internacionais da CUT, de onde saiu para assumir a direção geral de Itaipu Binacional como representante do Paraguai, país onde nasceu. Na Fundação Perseu Abramo, era coordenador do Grupo de Conjuntura.

Codas deixa três filhos com Nalu Faria, liderança da Marcha Mundial das Mulheres, com quem foi casado.

(*) Com informações do portal Fórum e Fundação Perseu Abramo.

Edição: Rede Brasil Atual