ARTICULAÇÃO

Organizações camponesas realizam primeiro acampamento de jovens no Haiti

3º Acampamento Caribenho da Juventude, organizado pela Via Campesina e pela CLOC, aconteceu entre 6 e 10 de agosto

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Participantes da 3ª edição do Acampamento Caribenho da Juventude, organizado pela Via Campesina e pela CLOC, realizado no Haiti / Resumen Latinoamericano

“Jovens do campo e da cidade, pelo socialismo e pelo bem viver” foi o tema da terceira edição do Acampamento Caribenho da Juventude, realizado pela Via Campesina e pela Coordenação Latino-americana de Organizações Rurais (CLOC) no Centro Nacional de Formação e Experimentação Agroecológica Tèt Kole Ti Peyizan, na região costeira do Haiti.

O acampamento reuniu, além de haitianos, jovens urbanos e rurais de outros países da América, entre eles, colombianos, dominicanos, porto-riquenhos, argentinos e brasileiros, e contou com o apoio de três organizações haitianas integrantes da CLOC, o MPP (Movimento Peyizan Papay), o MPNKP (Movimento Peyizan Nasyonal Kongre Papay) e TK (Tet Kole Ti Peyizan).

Entre os dias 6  e 10 de agosto, os mais de setenta jovens presentes participaram de diversas conferências e debates. Em uma das conferências, Aduel Micherline Islanda, integrante do TK e representante da juventude da Via Campesina na região do Caribe, sintetizou o propósito do encontro.

“A realização deste acampamento no Haiti, com jovens da Via Campesina, tem como objetivo dar um lugar para os jovens na tomada de decisões da organização, tanto no âmbito caribenho quanto continental”, explicou.

A CLOC e a Via Campesina acreditam que é preciso mobilizar um número significativo de jovens na região “porque, no dinamismo internacional, não podemos enfrentar esta batalha apenas no âmbito nacional, ela deve ser feita no âmbito internacional, para globalizar nossa luta”, como afirmou Aduel.

Entre os assuntos discutidos pelos participantes estavam a história da Revolução Haitiana, a primeira a realizar reforma agrária nas Américas sobre a liderança de Jean-Jacques Dessalines, o internacionalismo e a solidariedade entre os povos na atual conjuntura, a produção agroecológica e a luta pela soberania alimentar e contra as transnacionais e a construção do feminismo popular como alternativa ao sistema capitalista, colonial e patriarcal.

Edição: Luiza Mançano