Editorial

Rejeição de Bolsonaro à ciência leva o Brasil à ignorância

O governo não quer que sejam produzidas informações sobre as condições de vida da população

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Uma das marcas do governo de Bolsonaro é a rejeição à ciência. / Sérgio Lima/Poder360

Uma das marcas do governo de Bolsonaro é a rejeição à ciência. A posição do governo sobre relações internacionais, meio-ambiente e direitos humanos estão assentadas em teses sem qualquer apego à racionalidade nem compromisso com pesquisas sérias.  

Dentre os episódios marcantes sobre isso, está a exoneração do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) por divulgar dados acerca do aumento do desmatamento na Amazônia. Se a verdade não interessa ao governo, ele proíbe que a verdade seja dita.

Outro acontecimento recente foi o parecer da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) rejeitando auxílio acadêmico a evento que debaterá democracia e Constituição, sob o argumento de que se trata de "militância política".

A retirada de algumas questões sobre fonte de renda, formação escolar e bens de consumo do Censo de 2020 é outro exemplo. O governo não quer que sejam produzidas informações sobre as condições de vida da população.

O ataque à produção de conhecimento entrega as universidades à iniciativa privada, colocando o país distante da soberania científica e tecnológica. É por tudo isso que as mobilizações em defesa educação e da ciência, como as do dia 13, são cruciais para o presente e para o futuro do Brasil. 

Edição: Paula Cozero e Ricardo Prestes Pazello