Aniversário

Maior central sindical da América Latina, CUT completa 36 anos

No RN, Central já teve duas presidentas; dirigentes apontam que momento é de resistência e defesa de direitos

Brasil de Fato | Natal (RN)

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CUT em defesa da Vale na gestão de Zizinho / Arquivo CUT

Há 36 anos, era fundada a Central Única dos Trabalhadores, a maior central sindical da América Latina, reunindo trabalhadores e trabalhadoras, do campo e da cidade, do serviço público e da iniciativa privada. No Rio Grande do Norte, sua fundação ocorreu num processo de nacionalização de uma associação ainda embrionária de trabalhadores que ganhara mais força com o nascimento do Partido dos Trabalhadores. 

Em 28 de agosto de 1983, enquanto acontecia o Primeiro Congresso Nacional da CUT em São Paulo, na cidade de São Bernardo do Campo, aqui no Estado também se articulava a CUT RN, de acordo com Aldemir Lemos, segundo presidente da Central. “Foi em um congresso na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que professores universitários e peças importantes como Ferreira, Eliziel Barbosa, Roberto Hugo, outros professores e muita gente que vinha da esquerda revolucionária se reunia”, contou Aldemir Lemos, ao lembrar da fundação.  

Logo após a fundação, a Central filiou importantes sindicatos da cidade do Natal, ligados principalmente aos rodoviários, comerciários e aos trabalhadores do setor têxtil. Três décadas depois, a sociedade se reconfigurou e o modo de organização também. Para Aldemir, o advento da internet facilitou a mobilização de massa, mas também trouxe muito prejuízo no diálogo com a base, “porque não existe o corpo a corpo que tivemos antes”, relatou. Em 1983, ONGS e pastorais católicas tinham bastante participação na luta organizada do movimento sindical, segundo ele. 

A primeira gestão da CUT Rio Grande do Norte foi composta por Eliziel Barbosa da Silva. Em seguida, os presidentes foram, consecutivamente, Aldemir Lemos, Dário Barbosa, Vilma Aparecida, João Batista Filho (mais conhecido como Zizinho), Francisco Batista Júnior, Santino Arruda, José Rodrigues e, atualmente, Eliane Bandeira e Silva.  

Eliane é a segunda mulher a ocupar a cadeira e está no fim do primeiro mandato, tendo construído trajetória desde o movimento social. “A minha história e a história da classe trabalhadora brasileira tem como referência a luta travada pela CUT, nesses 36 anos. Hoje mais do que nunca sua resistência e luta é fundamental para a vitória da classe trabalhadora”, declarou a presidenta.

Edição: Marcos Barbosa