EDITORIAL PARANÁ

Soberania é educação, investimentos e direitos do povo

No atual governo, o Estado nacional perde capacidade de induzir o crescimento

Brasil de Fato I Curitiba

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Indústria, desenvolvimento e educação são assuntos que andam juntos, mas Bolsonaro não apresenta projetos para o país / Lia Bianchini

Um dos assuntos mais comentados tem sido a questão da soberania nacional, que significa defender os recursos naturais, as empresas e a infraestrutura que garantem condições para a qualidade de vida do povo.

Embora use a palavra soberania, será que Jair Bolsonaro a defende?

Tudo indica que não. Incompetente na diplomacia, seu governo não mantém independente do governo dos EUA. Afasta-se sem critérios do bloco econômico gigantesco capitaneado por Rússia e China e coloca à venda 17 estatais de diferentes ramos, incluindo o lucrativo setor de energia.

Com isso, o Estado nacional perde capacidade de induzir o crescimento, tornando o país exportador de matérias-primas e importador de produtos industrializados.

É neste sentido que o governo também corta 5,6 mil bolsas de pesquisa da Capes. Afinal, indústria, desenvolvimento e educação são assuntos que andam juntos, mas a presidência não oferece projetos para o país.

Por isso, sua desaprovação é recorde para um presidente em início de mandato, alcançando 38% de reprovação entre os entrevistados.

No dia da independência nacional, 7 de setembro, pastorais sociais, movimentos populares convocam o Grito dos Excluídos. No mesmo dia, ocorrem atos nacionais em defesa da educação. É o momento para reunirmos forças e lutar pelos interesses de uma nação popular, soberana e justa.

Edição: Pedro Carrano e Hellen Lima