Opinião

Artigo | Desemprego gera pobreza e afeta autoestima das pessoas

Não tendo expectativa, o trabalhador aceita redução salarial e perder direitos

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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"A mão de obra está sendo ainda mais precarizada e o governo nada faz para mudar esta realidade" / Foto: Agência Brasil

A situação atual dos nossos trabalhadores e trabalhadoras é crítica. O aumento do contingente de pessoas que desistiram de procurar emprego porque acreditam que não vão encontrar é um dos piores indicadores para um país. O desemprego é uma das piores chagas da nossa sociedade.

O problema vai além de desemprego. Reflete no resultado da corrosão da esperança e da confiança na economia, na política, no governo e nas instituições. Outro agravante é a situação psicológica, que afeta não só o indivíduo, mas toda a família e as relações sociais.

As pessoas estão perdendo suas esperanças, suas expectativas e o reflexo disso é o subemprego. Não tendo expectativa, o trabalhador aceita redução salarial, aceita perder direitos e ainda fica suscetível em acreditar em declarações como a do governo, de que não há emprego por causa do rombo da Previdência e que ela precisa ser reformada. Tudo uma mentira e que vai agravar ainda mais a situação.

A mão de obra está sendo ainda mais precarizada e o governo nada faz para mudar esta realidade. Os governos Lula e Dilma conseguiram, como poucos, melhorar a vida dos brasileiros. Houve pleno emprego, mais exportação, mais consumo das famílias, crédito barato para todos, distribuição de renda, valorização do salário mínimo, investimentos em educação, saúde, moradia popular, eletrificação rural, segurança alimentar e redução da pobreza. O Brasil passou a ser respeitado no cenário internacional. Precisamos voltar aos tempos áureos do Brasil. Dar a dignidade à classe trabalhadora.

Edição: Elis Almeida