CONTINGENCIAMENTO

Reitora Margareth ordena restrição no uso dos ar-condicionados na UFPB

Nota da Adufpb expressa preocupação com o andamento das atividades sem o uso dos aparelhos

Brasil de Fato | João Pessoa - PB

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Circular também pede à comunidade acadêmica o uso consciente da luz nas salas de aula / Foto: Internet

A Reitora da Universidade Federal da Paraíba, Margarete Diniz, emitiu um ofício circular nesta quinta-feira (03) destinados aos Pró-Reitores e Diretores de Centro para ordenar restrição ao uso dos ar-condicionados. O início das aulas causa o aumento do consumo de energia, o que levou a Reitora a ordenar a suspensão do aparelho nas dependências da instituição, nos quatro campi: João Pessoa, Areia, Bananeiras e Litoral Norte. A redução de despesas acontece devido à restrição orçamentárias imposta pelo governo federal, que determinou à UFPB o contingenciamento de 30% do seu orçamento, ou seja R$ 49,6 milhões que eram destinados à manutenção de serviços: limpeza, segurança, energia e água.

Circular da Reitora Margareth Diniz

A medida descarta aqueles locais onde o uso dos aparelhos sejam imprescindível como laboratório de pesquisa e espaço onde funcionam os equipamentos que demandam refrigeração, e ainda,  sala sem janela ou qualquer circulação de ar. Margareth também pede a comunidade uso consciente na questão da iluminação dos ambientes, evitando deixar as luzes acesas sem necessidade e os aparelhos de ar-condicionado que tiverem de ficar ligados, sejam mantidos a 23 graus Celsius, dando atenção especial aos horários de pico, como às 17 horas. 

A nota esclarece que o Hospital Universitário Lauro Wanderley não será atingido pois é administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Educação.

A Adufpb Associação dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba imediatamente emitiu nota sobre as restrições ao uso do ar-condicionado na Universidade pontuando que grande parte da estrutura das instalações dos campi não possui um aproveitamento da ventilação natural, fato que deve ser revisto o mais breve possível. Aproveita para destacar que uso racional da eletricidade é uma demanda ecológica mundial e que já vem sendo feito por setores da instituição. Alerta que o não uso do ar-condicionado pode prejudicar o ambiente pedagógico.

Nota da Associação de Professores da UFPB

A nota pede que a Reitoria esclareça os motivos da restrição e que se faça ampla divulgação para toda a sociedade, denunciando a situação, seus fatos e consequências. Pede, também, que toda a comunidade universitária se una em torno da exigência do retorno do orçamento aprovado por Lei. O documento termina indicando a necessidade de convocar uma nova Assembleia Universitária no intuito de apresentar a real situação enfrentada.

 

Edição: Cida Alves