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Nobel da Paz, com Lula entre os indicados, é anunciado nesta sexta (11)

Campanha pela premiação do ex-presidente brasileiro, liderada por Pérez Esquivel, tem mais de 650 mil adesões

São Paulo (SP) | Brasil de Fato

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Condenado sem provas, o ex-presidente Lula é considerado preso político por parte da comunidade internacional / Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está entre os nomes cotados para receber o Prêmio Nobel da Paz, que deve ser anunciado na manhã desta sexta-feira (11), na Noruega.

O Instituto Norueguês do Nobel, responsável por conceder a honraria, não divulga a lista de nomes indicados até que tenham se passado 50 anos da premiação. Sabe-se, entretanto, que 223 pessoas e 78 organizações concorrerão ao prêmio este ano. 

O ativista argentino Adolfo Pérez Esquivel recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1980 por sua campanha de resistência não-violenta às ditaduras do Cone Sul. Hoje ele lidera a campanha pela premiação de Lula, que já coletou mais de 650 mil assinaturas

Como ganhador do prêmio em anos passados, Esquivel se encaixa na seleta lista de pessoas e organizações que podem fazer indicações.

Nas especulações e casas de aposta, Lula concorre com nomes como Greta Thunberg, a adolescente e ativista sueca que chamou atenção para a luta pelo clima com um movimento que mobilizou estudantes do mundo todo; o cacique brasileiro Raoni Metuktire, uma das principais lideranças indígenas em nível mundial, recentemente atacado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) na Assembleia Geral da ONU; e a primeira ministra neozeolandesa Jacinda Ardern, que ganhou notoriedade pela reação ao ataque terrorista de um supremacista branco contra duas mesquitas da cidade de Christchurch, em março de 2015. 

Lula está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR) desde o dia 7 de abril de 2018. No final do mês passado, no bojo das revelações do site Intercept Brasil, procuradores do Ministério Público Federal (MPF) pediram que a prisão de Lula fosse “abrandada” e que ele cumprisse a pena em regime semi-aberto. 

Em resposta ao pedido do MPF, Lula reafirmou sua inocência e disse não trocar sua dignidade pela liberdade. “Já demonstrei que são falsas as acusações que me fizeram. São eles e não eu que estão presos às mentiras que contaram ao Brasil e ao mundo”, escreveu o ex-presidente na ocasião.

Edição: João Paulo Soares