De novo

Sem salário, trabalhadores do Estado de Minas e TV Alterosa paralisam atividades

Diários Associados também deve FGTS e abono de férias. Se pagamento não for regularizado, profissionais prometem greve

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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Ao longo de todo 2019 e dos anos anteriores, os trabalhadores realizaram diversas manifestações / Foto: Reprodução

Trabalhadores do jornal Estado de Minas (EM) e da TV Alterosa, do grupo Diários Associados, paralisaram os trabalhos na tarde desta quinta-feira (10) para reivindicar o pagamento dos salários.

Eles se reuniram em assembleia na porta da sede do EM, na av. Getúlio Vargas, em Belo Horizonte, por algumas horas pelo terceiro dia consecutivo. Caso a direção não sinalize a regularização dos pagamentos nos próximos dias, a ideia é uma greve de todas as categorias: jornalistas e funcionários da administração.

Descaso geral

No 5º dia útil de outubro, os jornalistas do Estado de Minas foram surpreendidos com a informação de que receberiam apenas 20% do salário de setembro (mais 10% foram depositados nesta quinta). Já na TV Alterosa, alguns comunicadores receberam 20% e outros nada. À administração nenhum aviso foi dado, assim como não foi feito nenhum repasse da remuneração, contanto com o vale transporte e o vale refeição. 

"Existem pessoas dessas duas empresas que estão há dois meses sem salário. A empresa também não paga FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] e férias há quase cinco anos", declara a presidenta do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, Alessandra Mello, que também é jornalista da instituição.

Histórico

Ao longo de todo 2019 e dos anos anteriores, os trabalhadores realizaram diversas manifestações. Algumas vezes, inclusive, a Justiça teve que intervir para que o jornal cumprisse as obrigações trabalhistas.

Em 2016, os salários dos funcionários foram diminuídos com o argumento de que a direção colocaria os débitos em dia, o que não aconteceu. Os profissionais, ainda, estariam há algum tempo lidando com problemas como ar condicionado quebrado, falta de papel higiênico no banheiro, cadeiras inadequadas para postura, entre outros requisitos básicos para a condição do trabalho.

De acordo com Alessandra, até o momento a diretoria não explicou o motivo de ter pago apenas algumas categorias ou disse quando o restante dos salários será depositado. "Os gráficos, que são os que operam as máquinas de impressão, receberam 100%, e só porque é do interesse dos donos que o jornal não pare de circular", afirma.

Edição: Joana Tavares