autoritarismo

Eduardo Bolsonaro diz que governo pode propor um "novo AI-5"

Em entrevista, o líder do PSL na Câmara afirmou que ato inspirado na ditadura seria resposta à radicalização da esquerda

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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"Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta", declarou do deputador federal / Foto: Paola de Orte/Agência Brasil

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), e líder do partido na Câmara, disse em entrevista à jornalista Leda Nagle publicada nesta quinta-feira (31) que o governo considera utilizar um "novo AI-5", como resposta ao que chama de radicalização da esquerda.

"Tudo é culpa do Bolsonaro, percebeu? Fogo na Amazônia, que sempre ocorre – eu já morei lá em Rondônia, sei como é que é, sempre ocorre nessa estação – culpa do Bolsonaro. Óleo no Nordeste, culpa do Bolsonaro. Daqui a pouco vai passar esse óleo, tudo vai ficar limpo e aí vai vir uma outra coisa, qualquer coisa – culpa do Bolsonaro"

Publicado em 1968, o Ato Institucional nº 5 (AI-5) foi um dos 17 atos institucionais aplicados pela ditadura militar no Brasil, e resultou no fechamento do Congresso Nacional e das assembleias legislativas dos estados; instituiu a censura prévia da imprensa e de produções artísticas; deu ao presidente a possibilidade de intervenção nos estados e municípios; tornou ilegais as reuniões políticas não autorizadas pela polícia; suspendeu garantias constitucionais; entre outros efeitos.

"Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada", afirmou o parlamentar.

Veja o vídeo abaixo:

Edição: Rodrigo Chagas