Coluna

Bolsonaro e Guedes querem acabar com FAT, seguro-desemprego e abono salarial

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07 de Novembro de 2019 às 16:19
Riquezas do Brasil estão sendo roubadas, como no passado nos roubaram o ouro para financiar o desenvolvimento da Europa / Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Enquanto o povo não acorda, o governo vai destruindo todos os direitos

Bolsonaro e Guedes querem extinguir o FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador. É dele que sai a grana para pagar o seguro-desemprego e o abono salarial. Este abono é o que todos os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos e tenham trabalhado pelo menos um mês no ano recebem, uma vez por ano. Acabar com o Fundo significa acabar com dua razão de ser, qual seja, pagar seguro-desemprego e abono salarial, além de outros benefícios. O PIS é pago pelas empresas. Extinguindo o FAT, as empresas vão ganhar mais um “dim-dim” nas costas do trabalhador, já que não terão mais que pagar aquilo que até então é um “seguro” temporário de até cinco meses paro trabalhador que é demitido.

O desemprego só aumenta e com ele, a pobreza e a miséria, que aparecem cada vez mais nas ruas. E o governo continua tirando benefícios dos trabalhadores até não sobrar mais nenhum. Os trabalhadores, em muitos casos, já são tratados como escravos que não têm direitos trabalhistas. Este é o caso de motoristas e trabalhadores que trabalham para os mais variados tipos de aplicativos. No caso dos trabalhadores que ainda tem a carteira assinada, são submetidos ao tal trabalho intermitente e até ao trabalho temporário, quando também já não têm direito a férias, nem 13º e outros benefícios que ainda existem na lei. E praticamente perderam seu direito à aposentadoria, já que a reforma da Previdência os obrigará a trabalharem até idades inatingíveis para a maioria dos trabalhadores.

Enquanto o povo não acorda, o governo vai destruindo todos os direitos que levaram décadas para serem conquistados com muita luta.

O caminho que o Brasil está tomando é o da barbárie e com cidadãos se submetendo à escravidão voluntária. Muitos dos que atuam para aplicativos se julgam empreendedores, mesmo tendo que trabalhar até 15 horas por dia, e têm a esperança de, um dia, evoluírem a empresários, como prêmio por sua submissão. Não serão grandes empresários. Serão desempregados, doentes mentalmente e fisicamente por se submeterem a jornadas de trabalho extenuantes e condições de trabalho penosas e inumanas, como é o caso da gurizada que pedala diuturnamente de bicicleta a entregar refeições. Nenhuma cartilagem ou formação óssea resiste muito tempo a todo este exercício físico que nem atletas bem treinados suportariam fazer por tanto tempo consecutivo.

Mas com a liquidação de direitos como o seguro-desemprego, ainda uma possibilidade para quem hoje trabalha com carteira assinada, é bem provável que, por necessidade de sobrevivência, muitos outros se submetam à escravidão voluntária antes de se descobrirem parte de uma classe social que é a classe trabalhadora.

O Brasil tem riquezas quase infinitas. Mas elas nos estão sendo roubadas, como no passado nos roubaram o ouro para financiar o desenvolvimento da Europa. Com estas riquezas é possível reerguer a nação que está sendo destruída pelo neoliberalismo de Guedes e do capital financeiro, sob a fumaça escura produzida pelo bolsonarismo, que se assanha cada vez mais para assumir as feições do velho nazifascismo assassino e dos atuais narcoestados.

Acorda Brasil!

Edição: Marcelo Ferreira